segunda-feira, 4 de maio de 2009

"TESTE" VC É SEDUTORA?????


Você É Uma Mulher Sedutora?
Faça O Teste.....

Você é uma mulher sedutora? Em que nível? Você é capaz de seduzir com facilidade o homem que deseja e mantê-lo subjugado indefinidamente? Talvez você conheça seus pontos fracos para exercer a arte de seduzir e assim aperfeiçoar-se para atingir o grau máximo. Responda o mais sinceramente que puder a este teste e ao final descubra seu nível, no rol das mulheres sedutoras.
Assinale apenas uma resposta que ache mais conveniente:
1. A maioria dos homens não tem sentimentos.
a) correto
b) concordo em parte
c) discordo inteiramente
2. Quando um homem se aproxima de mim, acho que ele só está interessado em sexo.
a) correto
b) concordo em parte
c) discordo inteiramente
3. Os homens só se interessam por minhas qualidades físicas.
a) correto
b) concordo em parte
c) discordo inteiramente
4. Os homens não podem ser mantidos conquistados duradouramente.
a) correto
b) concordo em parte
c) discordo inteiramente
5. Os homens não se interessam por mulheres cultas e bem informadas.
a) correto
b) concordo em parte
c) discordo inteiramente
6. Acredito que meus encantos físicos são menores que minhas virtudes e qualidades espirituais.
a) sim, isso é verdadeiro
b) mais ou menos
c) discordo inteiramente
7. Quando estou envolvida num relacionamento sentimental, procuro antes de mais nada satisfazer os meus desejos.
a) correto
b) mais ou menos
c) discordo totalmente
8. Sinto-me segura apenas quando os homens demonstram atenção e interesse para comigo.
a) sempre
b) às vezes
c) nem assim me sinto segura
9. Os homens não gostam de ser paquerados.
a) concordo plenamente
b) às vezes
c) discordo plenamente
10. Os homens preferem as mulheres extremamente passivas.
a) concordo plenamente
b) às vezes
c) discordo plenamente
11. No jogo sexual, penso que os homens devam ter sempre a iniciativa.
a) sempre
b) às vezes
c) discordo plenamente
12. Não importa o quanto eu seja agradável, os homens me desejarão ou não.
a) concordo plenamente
b) às vezes
c) discordo plenamente
13. Relacionamentos duradouros e felizes com os homens não é algo possível.
a) concordo plenamente
b) às vezes
c) discordo plenamente
14. Devo me revelar totalmente aos homens, para que saibam com quem estão lidando.
a) concordo plenamente
b) às vezes
c) discordo plenamente
15. O principal segredo da sedução feminina é fazer exatamente aquilo que os homens desejam.
a) concordo plenamente
b) às vezes
c) discordo plenamente
Confira seu teste agora.
Para cada resposta (a) conte 1 ponto
Para cada resposta (b) conte 2 pontos
Para cada resposta (c) conte 3 pontos
Se você fez 20 pontos ou menos:
Seu nível atual de sedução é muito baixo. Provavelmente você tem cultivado falsas informações acerca dos homens e por isso mesmo seus relacionamentos têm sido difíceis e problemáticos. Você tem lidado com os homens como se todos fossem iguais. Este é o seu grande erro. Ao agir, baseada nesta premissa falsa, você acaba se tornando igual à maioria das mulheres e perde o encanto com rapidez. Você está mais para ser seduzida que para seduzir. Em outras palavras, o dia em que você encontrar um homem pelo qual se apaixone, de verdade, terá dificuldade em mantê-lo seduzido por muito tempo. A menos, é claro, que ele esteja total e completamente apaixonado por você, o que independerá totalmente de seus encantos de sedutora.
Se você fez entre 21 e 34 pontos:
Você é o que se pode chamar sedutora ideal. O modo como você pensa e age, em relação aos homens, faz de você uma mulher encantadora e desejável. É você quem dita as regras, levando o homem para onde desejar. Você tem um bom nível de autoconfiança e isso é fundamental na arte de seduzir. Mas não se deixe envaidecer em demasia. Use todo o seu charme e encanto para aprisionar definitivamente o homem da sua vida, antes que outra o faça. Lembre-se de que o importante não é ter todos os homens aos seus pés, mas sim ser a deusa exclusiva do homem que você ama. Essa é a maior premiação que você merece e raras mulheres no mundo conseguem. Você está no caminho certo. Com a ajuda deste livro, e colocando em prática muitas dicas novas, você se transformará numa irresistível mulher.
Se você fez mais de 34 pontos:
Você está muito próxima da sedutora de alto nível, mas precisa aprender algumas regras básicas. Você peca por excesso de romantismo. É preciso saber dosar os seus sentimentos e adaptá-los à sua realidade. Talvez seja melhor aprender que cada homem tem suas peculiaridades e, por isso mesmo, as regras gerais não podem ser aplicadas indiscriminadamente. No momento em que descobrir que certos homens precisam de mulheres ativas, com iniciativa e determinadas, e agir conforme estas necessidades masculinas, você terá chegado ao nível ideal de sedutora. Este livro vai recolocar você na trilha certa, aproveitando seu imenso potencial natural para seduzir.
Comentários Sobre Seu Resultado
Seja qual for o seu resultado neste teste, saiba que ele não é definitivo. Você pode ter atingido o nível ideal e, entretanto, falhar ao tentar seduzir um homem com características incomuns. Neste caso, será necessário utilizar algo mais que as técnicas de abordagens e conquistas reveladas neste livro. Talvez seja necessário você usar sua intuição, aquele sexto sentido, que é peculiar às mulheres.
A mulher verdadeiramente sedutora, tem autoconfiança mas não de modo exorbitante e intimidativo, sobretudo diante de homens muito tímidos. Nem se mostra extremamente vulnerável e frágil diante de homens fortes e demasiadamente autoconfiantes. Você descobrirá que a mulher verdadeiramente sedutora é flexível, adaptativa e age de modo circunstancial. Todas estas coisas serão amplamente ensinadas neste livro. Agora passe para as páginas seguintes e comece!

domingo, 3 de maio de 2009

MUNDOS PARALELOS.

Viagens a Mundos Paralelos

A teoria do hiperespaço reabriu a questão da possibilidade do seu uso para viagens através do espaço e tempo.
Para entender essa idéia, imagine uma corrida de minúsculos platelmintos que vivem na superfície de unia grande maçã. É óbvio para esses vermes que seu mundo, que eles chamam de Maçalândia, é plano e bidimensional.
No entanto, um verme, chamado Colombo, é obcecado com a idéia de que Maçalândia é de alguma maneira fini-ta e curva em algo que ele chama de terceira dimensão. Seus amigos, porém, o chamam de idiota por acreditar que Maçalândia poderia ser curva em alguma dimensão invisível que ninguém podia ver ou sentir. Um dia, Colombo inicia uma longa e árdua viagem e desaparece no horizonte. Ele acaba por retornar ao seu ponto de partida, provando que o mundo é, na verdade, curvo na invisível tercei-ra dimensão. Embora exausto de suas jornadas, Colombo descobre que há ainda uma outra maneira de viajar entre dois pontos distantes da maçã. Escavando a maçã, ele consegue abrir um túnel, criando um conveniente atalho para terras distantes. Esses túneis, que reduzem consideravelmen-te o tempo e o desconforto de uma longa viagem, são por ele chamados de buracos de minhocas. Eles demonstram que o caminho mais curto entre dois pontos não é necessariamente uma linha direta, como lhe fora ensi-nado, mas um buraco de minhoca. Um estranho efeito descoberto por Colombo é que, quando entra num desses túneis e sai pela outra extremidade, ele se encontra de volta ao passado. Ao que parece, esses bura-cos de minhoca ligam parte da maçã em que o tempo avança em marchas diferentes. Alguns dos vermes chegam a afirmar que, com esses buracos de minhoca, seria viável construir uma máquina do tempo.
Mais tarde, Colombo faz uma descoberta ainda mais importante - sua Maçalândia não é de fato o único mundo do universo. Não passa de uma maçã num grande pomar de maçãs. Sua maçã, ele descobre, coexiste com centenas de outras, algumas com vermes como eles próprios, outras sem. Sob determinadas e raras circunstâncias, ele conjetura, pode ser possível até viajar entre diferentes maçãs no Pomar.
Nós, seres humanos, somos como os Platelmintos. O senso comum nos diz que nosso mundo, como a maçã deles, é plano e tridimensional. Não importa onde cheguemos com nossas espaçonaves, o universo parece plano. No entanto, o fato de que nosso universo é curvo numa dimensão invisível além de nossa compreensão espacial foi experimentalmente comprovado por vários experimentos rigorosos. Esses experimentos, realizados com a trajetória de feixes de luz, mostram que a luz das estrelas é curvada ao se mover através do universo.
Universos Multiplamente Conectados
Quando acordamos de manhã e abrimos a janela, esperamos ver o jardim da frente. Não esperamos deparar com as altíssimas pirâmides do Egito. Sem sequer pensar a respeito, supomos que podemos abrir janelas ou portas tranqüilamente sem entrar em pânico. Agimos com base numa idéia preconcebida profundamente arraigada de que nosso mundo é conectado de maneira simples, de que nossas janelas e portas não são acessos para buracos de minhoca que ligam nossa casa a um universo distante. (No espaço comum, um laço de corda pode sempre ser reduzido a um ponto. Quando isso é possível, o espaço é dito simplesmente conectado. No entanto, se o laço for posto em tomo da entrada do buraco de minhoca, ele não pode ser reduzido a um ponto. O laço, na verdade, entra no buraco de minhoca, Esses espaços, onde os laços não são contráteis, são chamados multiplamente conectados.)
Desde a época de Georg Bernhard Riemann, matemáticos vêm estudando as propriedades de espaços multiplamente conectados em que diferentes regiões do espaço e tempo são emendadas. E físicos, que outrora pensavam que isso era um mero exercício intelectual, estão agora estudando seriamente mundos multiplamente conectados como um modelo prático do nosso universo. Esses modelos são o análogo científico do espelho de Alice. Quando o Coelho Branco de Lewis Carrol despenca pelo buraco de coelho para entrar no Pais das Maravilhas, ele na verdade cal em um buraco de minhoca.

Viagem no Tempo e Universos Bebês
Embora os buracos de minhoca forneçam uma fascinante área de pesquisa, talvez a questão mais intrigante a emergir dessa discussão do hiperespaço seja a da viagem no tempo. No filme De Volta Para o Futuro, Michael J. Fox viaja para trás no tempo e encontra seus pais como adolescentes.
Tradicionalmente, os cientistas tiveram em baixa conta quem quer que levantasse essa questão. A causalidade (a noção de que todo efeito é precedido, não seguido, por uma causa) mora num relicário profundamente encravado nos fundamentos da ciência moderna. No entanto, na fisica dos buracos de minhoca, efeitos "acausais" se manifestam repetidamente. De fato, temos de adotar sólidos pressupostos para impedir que uma viagem no tempo aconteça. O principal problema é que os buracos de iminhoca podem conectar não só dois pontos distantes no espaço como também o futuro com o passado.
Em 1988, o físico Kip Thorne, do California Institute of Teclinology, e seus colaboradores fizeram a assombrosa (e arriscada) afirmação de que, na verdade, a viagem no tempo é não somente possível como provável sob certas condições. Eles publicaram sua asserção na prestigiosa Physical Revíew Letters. Isso marcou a primeira vez em que físicos renomados vieram fazer uma afirmação cientificamente fundamentada sobre a mudança do curso do próprio tempo. Sua declaração teve por base a observação simples de que um buraco de minhoca conecta duas regiões que existem em diferentes períodos de tempo. Assim, o buraco de minhoca pode ligar o presente ao passado. Uma vez que a viagem através do buraco de minhoca é quase instantânea, seria possível usar o buraco de minhoca para recuar no tempo. No entanto, um buraco de minhoca só poderia ser criado com o uso das vastas quantidades de energia, superiores ao que será tecnicamente possível nos próximos séculos.

Místicos e hiperespaço
Alguns desses conceitos não são novos. Há muitos séculos, místicos e filósofos vêm especulando acerca da existência de outros universos e túneis entre eles. Há muito vêm se sentindo fascinados pela possível existência de outros mundos, não detectáveis pela visão ou pela audição, e no entanto coexistindo com nosso universo. Viram-se intrigados pela possibilidade de que esses mundos inexplorados, inferiores, pudessem mesmo estar tentadoramente próximos, de fato nos cercando e nos permeando para onde quer que nos movêssemos, e no entanto logo além de nosso alcance físico e desconcertando nossos sentidos. Esse palavrório, contudo, era em última análise inútil porque não havia nenhum meio prático para se expressar matematicamente essas idéias e finalmente testá-las.
Passagens entre nosso universo e outras dimensões são também um artifício muito apreciado. Escritores de ficção científica consideram um maior número de dimensões uma ferramenta indispensável, usando-a como meio para viagens interestelares.
A existência desses indefiníveis mundos paralelos produziu também interminável especulação religiosa ao longo de séculos. Espiritualistas indagaram se as almas dos entes queridos eram transportadas para uma outra dimensão. O filósofo britânico do século XVII Henry More sustentou que fantasmas e espíritos realmente existiam e afirmou que eles habitavam a quarta dimensão.
O interesse por dimensões adicionais atingiu o ápice entre 1870 e 1920, quando a "quarta dimensão" (uma dimensão espacial, diferente do que conhecemos como a quarta dimensão temporal) conquistou a imaginação popular e foi gradualmente contaminando todos os ramos das artes e das ciências, tornando-se uma metáfora para o estranho e o misterioso.
De maneira semelhante, os matemáticos se mostram há muito intrigados por formas alternativas e bizarras de lógica e geometrias que desafiam toda convenção do bom senso. Por exemplo, o matemático Charles L. Dodgson, que lecionava na Universidade de Oxford, deleitou gerações de crianças escrevendo livros - com o pseudônimo de Lewis Carroll - que incorporam essas estranhas idéias matemáticas. Quando Alice cai num buraco de coelho ou atravessa o espelho, ela entra no País das Maravilhas, um estranho lugar onde gatos “cheshire” desaparecem (deixando apenas seu sorriso), cogumelos mágicos transformam crianças em gigantes, e o Chapeleiro Louco celebra "desaniversários". De certo modo, o espelho conecta o mundo de Alice com uma terra estranha onde todo mundo fala por meio de enigmas e o bom senso não é lá tão bom.
Parte da inspiração das idéias de Lewis Carroll veio provavelmente do grande matemático alemão do século IXX Georg Bernhard Riemann, que foi o primeiro a estabelecer os fundamentos matemáticos das geometrias no espaço com maior número de dimensões. Riemann mudou o curso da matemática para o século que se seguiu, demonstrando que esses universos, por mais estranhos que possam parecer ao leigo, são completamente coerentes e obedecem à sua própria lógica interna. Para visualizar algumas dessas idéias, pense em empilhar muitas folhas de papel, uma sobre a outra. Agora imagine que cada folha representa todo um mundo e que cada mundo obedece às suas próprias leis, diferentes daquelas de todos os outros. Nosso universo, portanto, não estaria sozinho, mas seria um de muitos mundos paralelos possíveis. Seres inteligentes poderiam habitar alguns desses planetas, ignorando por completo a existência dos outros.
Normalmente a vida em cada um desses planos paralelos prossegue independentemente do que se passa nos outros. Em raras ocasiões, no entanto, os planos podem se cruzar e, por um breve momento, rasgar o próprio tecido do espaço, o que abre um buraco - passagem - entre esses dois universos. Como o buraco de minhoca que aparece em jornada nas Estrelas. Espaço Profundo Nove, essas passagens tornam possível a viagem entre esses mundos, como uma ponte cósmica que ligasse dois universos diferentes ou dois pontos do mesmo universo.
Contudo, sem nenhuma confirmação experimental ou motivação física imperativa, essas teorias de mundos paralelos definharam como ramo da ciência. Ao longo de dois milênios, cientistas se detiveram ocasionalmente na idéia de dimensões adicionais, somente para descartá-la como não passível de teste e portanto tola. Embora fosse matematicamente intrigante, a teoria de geometrias mais elevadas de Riemann foi posta de lado como brilhante mas inútil.
Estudando o trabalho desses primeiros místicos, vemos também mais claramente o que faltava às suas investigações. Vemos que suas especulações careciam de dois importantes conceitos: um princípio físico e um princípio matemático. Da perspectiva da física contemporânea, compreendemos hoje que o princípio físico que falta é o de que o hiperespaço simplifica as leis da natureza, fornecendo a possibilidade da unificação de todas as forças da natureza por argumentos puramente geométricos. O princípio matemático que falta é a chamada teoria de campo, que é a linguagem matemática universal da fisica teórica.
Artigo recolhido na Revista Planeta
Dra:Suzette D'amico.
Psicanalista Clinica.
Manager Coaching emotional.

quinta-feira, 30 de abril de 2009



Meu dinheiro nunca é suficiente!!!




Pesquisa: Gloriana Batassa



Como devo fazer para que a abundância entre em minha vida?Se sou um Co-Criador e tenho as mesmas qualidades de Deus, por que não consigo criar abundância na minha vida?A opinião que temos da nossa vida depende de como nos sentimos, se dignos ou indignos de amor, de sermos amados ou não. De qualquer forma, criamos uma situação externa que reforça a opinião que temos de nós mesmos.Os pensamentos condicionados de escassez derivam da nossa percepção de sermos indignos de amor.Quando não nos sentimos dignos de amor, nós projetamos essa carência para fora, para o nosso exterior.Cada preocupação em relação a algo que não temos, deriva do fato de vivermos no passado, a "falta" é simplesmente a lembrança, uma memória celular de velhas feridas que foram projetadas no futuro.E o que nos leva a ter pensamentos condicionados de escassez, é o medo que nos aconteça novamente o que já aconteceu no passado, justamente porque ainda não transmutamos aquela memória.Para pôr fim a pensamentos condicionados de escassez, devemos perdoar o passado.Não importa o que aconteceu, ele não terá mais efeito quando for mudado.Você se sente tratado injustamente?Se é assim, você projetará essa carência em sua vida, pois só quem se sente tratado injustamente será tratado injustamente.Perdoar o passado e deixá-lo ir torna possível uma escolha atual diferente.Não importa quantas vezes cometemos o mesmo erro, nós temos uma nova oportunidade de perdoar.Sem o perdão é impossível deixar ir os pensamentos de escassez.Feridas escondidas dão vida a hábitos diários que nos fazem viver no passado e estas feridas devem ser reconhecidas e trazidas à luz da nossa consciência desperta, em todas as convicções e em todos os pressupostos inconscientes também.Isto porque o fato de que não nos lembremos de uma memória, de uma crença, não significa que ela não exista e que não aja na nossa vida diariamente.A escassez é um professor importante.Cada coisa que achamos que falta na nossa vida, cada sensação de carência reflete uma sensação interna de não sermos dignos e da qual devemos nos tornar ciente.A experiência da escassez não é um "castigo" de Deus, mas somos nós que mostramos a nós mesmos uma convicção que deve ser corrigida.A abundância não existe só para dinheiro, mas também engloba outros aspectos da natureza do homem como saúde, amor, amizade, auto-estima, sucesso profissional, inteligência, criatividade, e tantos outros que fazem com que nos sintamos bem, nos dando a sensação de felicidade e plenitude.Portanto, quando pensamos na falta de dinheiro e quando queremos abundância de dinheiro em nossas vidas, estamos refletindo apenas um aspecto das nossas necessidades interiores.Pois na realidade existe carência de amor, é o amor que traz abundância em nossas vidas.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

"AUTO CONHECIMENTO"


"Viagem no tempo "

Resgatar as virtudes do passado é o primeiro passo para o autoconhecimento e, conseqüentemente, para a cura de problemas emocionais do presente.
Por conta de variados fatores, os pacientes depressivos entram em um ciclo de abandono dos prazeres, que também pode ser visto como o abandono de si mesmo. Por tais razões, a depressão 'comumente vista como causadora de muitos outros problemas emocionais, como a ansiedade, baixa auto-estima e, até mesmo, a síndrome do pânico. "Com esses pacientes, é preciso buscar recursos e vivências positivas anteriores à depressão, mostrando a eles que suas capacidades talvez estejam 'adormecidas', mas que continuam dentro deles, fazendo parte de ferramentas próprias que serão muito úteis naquele momento", afirma A psicóloga,psicanalista e hipnoterapeuta Dra:Suzette d'amico.
"Durante o transe, depois de buscar as virtudes passadas, pode-se levar o paciente para o futuro, onde se cria um cenário completamente diferente do atual, com novas alternativas e já com uma postura diferente com relação à vida", explica Dra:D'amico. Para o psicólogo é importante perceber como o organismo e a mente do paciente reagem frente às emoções e vivências diárias e, a partir daí, traçar estratégias, fazendo intervenções mais assertivas durante a hipnose.
Assim como na maioria dos tratamento psicológicos, na primeira sessão de hipnoterapia, o paciente deve falar sobre sua histórias - passada e presente -, fornecendo, assim, dados importantes também sobre a origem de seus problemas. Nesse momento, é feita ainda uma busca de informações que dizem respeito aos gostos do paciente e a tudo aquilo que o motiva para a prática de atividades prazerosas. Dessa forma, nas sessões seguintes, o hipnoterapeuta pode criar metáforas que comuniquem indiretamente questões esclarecedoras para o paciente. "Fazendo comparações com a natureza ou com algum fato da vida dessa pessoa, é possível transmitir, durante o transe, uma série de informações que o paciente precisa para se recuperar", diz o psicólogo. Diferente da hipnose clássica, que trabalha com uma comunicação mais indireta, a chamada hipnose moderna ou ericksoniana - utilizada nesses tipos de tratamento - trabalha com a sutileza da comunicação, sendo muito indireta e, às vezes, até implícita.
Todas as faces da depressão
Por ser, geralmente, a desencadeadora de todos os outros problemas emocionais, a depressão acaba causando transtornos nos mais diferentes âmbitos, gerando alterações na forma de pensar, sentir e se comportar. Com o tempo, cria-se um padrão de posturas negativistas e, dificilmente, o paciente consegue sair dessa teia sozinho.
Algumas pessoa acabam apresentando no próprio organismo todo o desespero e aflição que a depressão pode trazer. Nesses casos, o hipnoterapeuta deve desenvolver atividades corporais, que promovam o relaxamento e o controle da respiração, fortalecendo o sistema imunológico do indivíduo. "As dores precisam ganhar uma forma palpável, para que sejam eliminadas mais facilmente". Assim, pode-se pedir ao paciente que faça um desenho de sua dor, compreendendo que esse incômodo é algo externo, que não faz parte da sua condição normal.
Muitas pessoas sofrem de depressão, mas não se dão conta. Normalmente são pessoas que buscam um motivo para tudo, seja para suas pensamentos, atos ou sentimentos. Elas sofrem da chamada depressão atípica. Por não conseguirem perceber um motivo realmente forte, digno ou existencial para seu estado depressivo, elas não acreditam que estejam doentes e, por isso, não acreditam que estejam doentes e, por isso, não procuram auxílio médico. Com estes pacientes, é preciso utilizar o tempo todo a comunicação indireta, que possa burlar seus mecanismos de defesa. Assim, obtém-se uma intervenção saudável e que trará resultados satisfatórios. "O mais importante é que os problemas sejam resolvidos. A pessoa não precisa, necessariamente, saber quais são eles", avalia o psicóloga Suzette D'amico.
Técnica e Conteúdo
A hipnose nada mais é que uma forma de comunicar idéias, embora ainda seja vista por muitas pessoas apenas como uma técnica para controlar pessoas. Durante um tratamento clínico, porém, é preciso transmitir idéias de forma eficaz, discutir virtudes, paixões, trabalhar a culpa - questões realmente capazes de transformar a vida de uma pessoa. Por tais razões, muito mais que provocar no paciente o estado de transe, o profissional deve possuir um vasto conhecimento humano.
No transe, que é um estado natural de profunda concentração induzido pela hipnose, a pessoa fica muito mais receptível a qualquer tipo de informação. Assim, o que for recebido durante esse estado de consciência terá um impacto ainda maior. Diferentemente do que ocorre nas terapias convencionais, na hipnose clínica o paciente se torna agente da sua própria transformação. "As mudanças acontecem durante o transe, quando lançamos determinada idéia e, a partir daí, a mente do paciente começa a trabalhar, explica o psicólogo Odair José Comin. Por ser um processo inconsciente, o paciente entra em contato com aquela informação traumatizante de uma forma mais íntima, o que gera resultados mais rápidos.
Em um tratamento psicológico comum, o paciente apenas fala e, gradualmente depois de inúmeras sessões, a pessoa vai se aproximando daquilo que a incomoda. Já na hipnose clínica, muitas vezes, o paciente encara seus problemas logo na primeira sessão, pois tem a oportunidade de vivenciá-los desde o primeiro instante. A escolha de um ou outro tratamento é uma decisão pessoal que provavelmente trará os mesmos benefícios as paciente. A diferença talvez, fique por conta do caminho tomado e do seu tempo de percurso.
A resposta está no afeto
Em nosso psiquismo, o afeto é responsável pela maneira que percebemos e sentimos a realidade. Todo o significado sentimental e emocional sobre aquilo que vivemos faz parte da nossa afetividade. É o afeto de cada indivíduo que determinará se uma experiência é agradável ou desagradável, dolorosa ou prazerosa, ou seja: é este o sentimento que atribuirá valores positivos e negativos às experiências e vivências. A depressão é um transtorno da afetividade ou do humor, na qual ocorre um alteração psíquica e orgânica. Nesse caso, há uma alteração nos neurotransmissores, diminuindo a produção de serotonina - responsável pelas sensações de prazer e bem-estar no organismo.
Tudo o que acontece na vida de uma pessoa, passa pelos filtros do afeto e produz uma resposta que depende do estado de cada um. Ao lidar com alguém deprimido, o terapeuta deve transformar esses filtros, fornecendo ao paciente instrumentos capazes de resgatar recursos internos, para que ele mesmo possa conscientizar-se da relação que foi estabelecida entre ele e a realidade, e as mudanças necessárias para viver bem.


Dra:Suzette D'amico.
Psicanalista Clinica.
Manager Coaching emotional.

"SINDROME DO PÂNICO E HIPNOSE"


"Síndrome do Pânico e Hipnose"

O medo permeia nossa existência desde o nascimento até a morte, e um dos principais e mais real, é o próprio medo da morte. Ao mesmo tempo em que o medo nos protege dos perigos, ele nos paralisa frente a oportunidades, frente ao que poderia tornar-se um prazer. Por vezes, o medo nos impossibilita de saborear a vida como gostaríamos, de alcançar sonhos ou concretizar objetivos. Como disse, o medo permeia nossa existência, não porque vivemos em savanas pré-históricas, em meio a animais selvagens e carnívoros, aborígines canibais ou assolados pelas inúmeras pragas e doenças da Antigüidade. Tal realidade era exposta, e as pessoas conviviam com ela, aceitavam-na de forma natural. O medo nos permeia atualmente, porque vivemos no mundo moderno, numa talvez falsa civilização, que não leva em consideração o Ser Humano e tenta ocultar as realidades que envolvem a dor, distanciando-nos da morte, por exemplo. A distância, tanto do assunto como da própria vivência, acaba por tornar a morte algo bastante temido.
Somando-se a isso, vivemos em uma sociedade que oprime e ameaça o indivíduo, modelos administrativos e modelos religiosos rígidos, castradores e que nos incute a culpa em escolhas e comportamentos que dizem respeito à liberdade do ser humano. O mundo moderno acaba por justificar o medo, o stress, a ansiedade e a síndrome do pânico. O pânico está sutilmente estampado nas páginas de jornais: “índice de desemprego sobe a cada dia”, “a violência cresce nas grandes cidades”, ou de forma escancarada e direta nos diferentes noticiários: “a guerra do terror faz mais vítimas”, “novas bombas explodem”, “o terror ameaça o mundo”. Ou seja, o pânico é semeado pelas mídias e disseminado pelas massas o tempo todo. O pânico está cada vez mais próximo, e sem a intenção de fazer parte da força que movimenta esta grande roda do pavor, o número de pessoas com esse mal tem se tornado mais e mais freqüente em consultórios de Psicologia e Psiquiatria.
Além dos sintomas característicos, a síndrome do pânico pode ser conseqüência de uma apreensão, medo, terror ou pavor, esses, ligados a perigos externos que nos paralisam ou nos preparam para a fuga ou enfrentamento. Além destes, há também a ansiedade generalizada e aguda, fobia e angústia, nestes, não necessariamente há um perigo externo e real, antes sim, são conflitos internos que por vezes não sabemos ou não entendemos suas origens.
A ansiedade é a sensação de que algo desagradável está para acontecer e o medo de um futuro incerto, trazendo um sofrimento antecipado, motivado por algo que ainda não aconteceu e que nem se quer sabemos o resultado. Entretanto, o sofrimento é atual e se inicia quando o indivíduo entra em contato com a informação, que pode ser a marcação de uma cirurgia, um encontro importante, uma entrevista de emprego ou aguardar uma resposta. A ansiedade também pode ser motivada por algo agradável, o encontro com a namorada, uma entrevista de emprego, enfim, a ansiedade faz parte de nosso cotidiano e até certo grau é normal, torna-se preocupante na medida em que começa a trazer sofrimento por longos períodos.
A angústia é o medo sem um objeto real, é um vazio, um “aperto” que não conseguimos identificar suas raízes. A angústia expressada por Sêneca, ou seja, aparece quando o ser humano pensa sobre a brevidade da vida, sobre a morte chegar antes de se ter vivido o suficiente, ou suficientemente uma vida bem vivida, que por vezes encontramos em pacientes com síndrome do pânico, ao relatarem a sensação de não estar vivendo de forma plena, não aproveitar a vida como deveriam, demonstrando estarem cansados da vida que levam ou mesmo perdendo os preciosos dias de sua existência.
A fobia é um medo exagerado e desproporcional à situações vividas no meio externo, e que a rigor não deveria trazer tais pensamentos e/ou comportamentos de medo, haja visto, serem situações onde a maioria das pessoas, ou os ditos “normais”, não teriam esse tipo de reação.
As raízes da Síndrome do Pânico
Uma síndrome é caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas. A etimologia da palavra pânico vem da Grécia, Pã era um deus grego, sua aparição gerava instantaneamente grande medo nos que o viam. Portanto, pânico é um medo violento e repentino, gerador de grande ansiedade. O DSM-4, enumera os sinais e sintomas que comumente são percebidos em pacientes com Síndrome do Pânico, os quais devem se apresentar simultaneamente em número de pelo menos quatro: palpitação; sudorese; tremores ou abalos; sensação de falta de ar ou sufocamento; sensação de asfixia; dor ou desconforto torácico; náuseas ou desconforto abdominal; tontura ou vertigem; desrealização (sensações de irrealidade); despersonalização (estar distanciado de si mesmo); medo de perder o controle ou “enlouquecer”; medo de morrer; parestesias ou formigamento; e calafrios ou ondas de calor.
As raízes da Hipnose
A palavra Hipnose vem do grego hypnos, termo designado ao deus do sono, porém este foi um conceito utilizado no passado, quando se pensava que a hipnose assimilava-se ao sono, hoje sabemos que este conceito não é verdadeiro, e a hipnose não tem nenhuma relação com o sono ou dormir, hoje temos que a hipnose é um conjunto de fenômenos naturais e específicos da mente, que produzem diferentes impactos, tanto físicos como psíquicos. Esses fenômenos poderão ser induzidos ou auto-induzidos através de estímulos provenientes dos cinco sentidos, sejam eles conscientes ou não.
Individualizando o paciente
A hipnose tem se mostrado bastante eficiente no tratamento de pacientes com síndrome do pânico, com isso, cada vez mais as pessoas tem buscado na hipnoterapia a diminuição ou mesmo a cura de tal mal. Todo tratamento começa com a anamnése, ou seja, a colheita de informações a respeito daquele indivíduo em especial que é um ser único e, portanto, com uma realidade única. Quanto mais conheço meu paciente maior serão as chances de ajuda-lo. Cada indivíduo desenvolverá a síndrome do pânico por motivos diferentes, e essas razões precisam ser identificadas, sejam elas explicitas ou implícitas. É de suma importância conhecer a história do paciente, para assim poder vê-lo de forma mais transparente, conhecer as causas e os mantenedores da síndrome no presente e as possíveis projeções futuras que da mesma forma, além de manter a doença criam a possibilidade de se perpetuar por ainda mais tempo. Acredito ser importante compartilhar com meu paciente as percepções sobre sua própria realidade individual, que por vezes passa desapercebida, mesmo porque com a democratização da informação, muitas vezes o paciente chega ao consultório com um diagnóstico já estabelecido ou mesmo padronizado, este conseguido por meio de livros ou internet, e além do diagnóstico acabam por trazer as razões que acreditam ser as causadoras da síndrome, às vezes essas percepções estão corretas, mas é necessário ir mais longe. Essas diferentes realidades e visões podem ser percebidas ou não pelo paciente, o trabalho terapêutico é desvendar a mente do paciente, além do que simplesmente é conhecido, falado ou expressado, buscando o insight, a mudança, a transformação.
O paciente e o pânico
Para ilustrar, exponho agora um caso clínico de paciente com nome fictício, que busca a hipnoterapia como forma de tratamento, envolvendo anamnése, diagnóstico, aprendizagens necessárias, estratégia e intervenção:
Anamnése: A anamnése é a história de vida e a história do problema do paciente. Pedro de 32 anos sai de casa e dirige-se para o trabalho, guia o carro enquanto no rádio ouve um jogo de futebol. Antes de sair de casa havia discutido com a esposa como freqüentemente acontecia. Aparentemente Pedro estava bem, porém nervoso com o jogo, pois seu time estava perdendo, quando de repente sai um gol. Pedro explode numa descarga de alegria, esta depois de alguns segundos provocou certo mal estar. O corpo começou a formigar, seu coração começou a bater mais forte, e sentiu seu peito apertado, começou a soar frio e sentir falta de ar, pensou que estava tendo um enfarto e teve medo de morrer, ficou totalmente desesperado. Pedro desceu do carro e pediu ajuda. Depois de repousar por cerca de 30 minutos; sentiu-se melhor e dirigiu-se para o trabalho. A partir deste dia, os sintomas de pânico e as sensações de mal estar tem sido freqüentes em diferentes momentos, chega a ter receio até mesmo de comemorar qualquer evento com medo de que as sensações voltem. Este é um exemplo de como um ataque de pânico pode acontecer, mostrando um conjunto de sinais e sintomas que caracterizou-se em síndrome do pânico. Acontece normalmente desta forma, sem um grande motivo aparente, “do nada” como relatam os pacientes, em situações banais e corriqueiras do cotidiano, o que acaba por restringir o convívio social e profissional do indivíduo com este mal.
Pedro está casado há 12 anos, tem um filho de 10 anos de idade. Relata que seu casamento vai mal desde o quarto ano de casado, ou seja, há 8 anos não vive uma relação conjugal saudável. Diz ter perdido o apetite sexual, sente-se ansioso, estressado, deprimido e carente afetivamente. Relata não ver mais sentido na vida que leva. O pai sempre foi bastante distante, e via no avô que morreu há 18 meses o pai que não teve, sendo este quem o ensinou a crescer e ser homem. Diz ter sofrido muito com a morte do avô e sente muita falta. Pedro relata que se mantém na relação com a esposa por pena e pelo filho, acha que as conseqüências seriam drásticas para eles caso houvesse uma separação e tivesse que crescer sem um pai por perto e a esposa, por ter problemas de saúde. Há algum tempo o casal comentou com o filho a hipótese da separação, ao que este respondeu negativamente mantendo por certo período um comportamento agressivo, por isso não retomou o assunto. Todavia, não consegue passar muito tempo com o filho, praticamente vendo-o no final de semana, pois trabalha e faz uma nova faculdade à noite, e diz que os momentos que consegue ficar com ele, são improdutivos e sente que não está dando seu melhor, pois está sempre cansado e desanimado. Em relação a esposa, diz não sentir atração alguma a repelindo quando esta tenta uma aproximação, não vê sentido na relação, dizendo que a separação é certa e que aguarda apenas um melhor entendimento do filho (enquanto isso acaba por anular a si mesmo) e continua mantendo uma relação desprazerosa. Para Pedro a esposa já “morreu”, a relação morreu, seu sonho de família morreu, por este fato fica muito decepcionado, pois se diz “muito família” tendo apostado sua vida nesta relação que viu desmoronar.
Diagnóstico: O diagnóstico nada mais é que a identificação das possíveis causas que levaram o paciente a desenvolver a síndrome, e isso é feito a partir de uma observação da realidade individual e única do paciente, isto é, a história de vida do paciente colhida por ocasião da anamnése falada ou emitida por meio de comportamentos durante a sessão. Além dos sintomas já descritos, é muito comum em pacientes com síndrome do pânico, de alguma forma a morte estar envolvida, seja ela real ou simbólica. No caso citado aconteceram ambas, tanto a real que foi a morte do avô, como a simbólica que foi a relação conjugal, envolvendo o sonho de ter uma família. Além desses eventos estressores específicos e pontuais, existem todas as circunstâncias de sua vida. As brigas, uma relação afetiva apenas de aparências, tendo que manter-se numa posição que não gostaria de estar, tendo que abnegar de sua vida pelo filho, e a própria faculdade que diz fazer para fugir do convívio com a esposa. Esses são aspectos importantes que deverão ser observados para que a terapia aconteça.
Aprendizagens Necessárias: O paciente chega com uma história de vida, com formas de pensar já estabelecidas e com aprendizagens adquiridas no decorrer da sua vida. Muitas vezes acaba por criar enumeras armadilhas para si mesmo, que envolvem medos e culpas, com isso não consegue se desvencilhar. Os pensamentos e aprendizagens acabam por envolver sentimentos de dor e tristeza. A síndrome do pânico vem como um pedido de socorro da mente e do corpo, para que providências sejam tomadas em relação à vida que o indivíduo esta levando. Faz-se necessário novas formas de pensar, novas aprendizagens que trarão novas experiências de vida, que possibilitem formas de pensar mais lúcidas frente a tudo o que permeia a sua vida e que está lhe provocando sofrimento. O hipnoterapeuta deve ter claro quais sãos os pensamentos e aprendizagens necessárias à mudança do paciente, ou seja, a superação do problema.
No caso do paciente em questão, talvez fosse necessário este pensar sobre a vida que está dando a si mesmo, ao filho e a esposa. O paciente não toma decisões para não trazer sofrimento ao filho, com isso se martiriza e neste caso mais cedo ou mais tarde o sofrimento é inevitável, em qualquer separação que envolva amor, a dor é inevitável. E que conseqüências sua relação sem amor com a esposa poderá trazer ao filho ou mesmo está trazendo? Pensar sobre sua postura frente à relação, onde não consegue ser pai, ser marido ou mesmo homem, como senhor de si mesmo. Essas circunstâncias geram stress, ansiedade, medo, angústia, enfim, sentimentos que levam a uma pressão interna, onde o corpo e a mente não suportam, com isso, os sinais e sintomas da síndrome do pânico vem de forma arrebatadora. Há que refletir, há que buscar saídas, escolhas mais saudáveis, decisões que podem ser a priori dolorosas, porém que a fortiori possam trazer a sensação de liberdade e vida saudável para o paciente.
Estratégias: A estratégia é o plano a ser elaborado com início, meio e fim, tendo como objetivo, alcançar uma meta; no caso, a solução do problema ou cura da doença. Depois de identificar quais pensamentos e aprendizagens serão necessários ao paciente, o hipnoterapeuta deverá montar uma estratégia a partir da realidade individual do paciente para que o conteúdo seja passado e assimilado pelo mesmo, e assim chegar a novas conclusões para sua vida.
Intervenção: Depois de traçar a estratégia, o hipnoterapeuta realiza a intervenção, que pode ser feita de diferentes formas. As estratégias poderão envolver comentários, pontuações, frases, exemplos, histórias ou metáforas entre outros, estes podem ser feitos com o paciente em relaxamento, transe e hipnose ou fora deles. Mesmo certas perguntas poderão provocar no paciente novas articulações, conseqüentemente novas percepções e possibilidades. Portanto, as perguntas também são estratégicas e podem servir tanto para diagnosticar como para intervir. A comunicação do conteúdo da estratégia pode ser feita de forma direta procurando mostrar ao paciente o que ele ainda não consegue perceber sobre a vida que leva, as circunstâncias, as possíveis causas, os mantenedores e a forma de pensar que o leva para o sofrimento. De forma indireta sem que o paciente perceba, neste caso utiliza-se para pacientes que desenvolvem mecanismos de defesa ou possui resistência à mudança, e que sem esta a psicoterapia não acontece. Pode ser feita através de uma história que elicie no paciente os pensamentos, sentimentos e ações necessárias à mudança. Também de forma implícita que pode ser percebida ou não, esta poderá ser um gesto, a entonação de voz em palavras específicas ou assuntos específicos. A intervenção poderá envolver o transe, relaxamento e fenômenos hipnóticos, que podem ser a hipermnésia, regressão de idade, sugestão pós-hipnótica, pseudo-orientação no futuro, progressão de idade, entre outros.
Possível Intervenção: O paciente comenta não haver mais perspectivas futuras, não consegue imaginar como será sua vida. Diz ter passado por muitas frustrações e que sente um sabor de morte. Ao mesmo tempo, diz que quando criança tinha muito prazer em jogar futebol, e na juventude gostava de pescar e praticar esportes radicais. Milton Erickson (pai da hipnose moderna) comentava que fica muito mais fácil provocar mudanças em nosso paciente quando conseguimos eliciar o que ele tem de bom. Não importa o pântano que o paciente trouxer que tenha sido a sua vida, o que nos importa é encontrar uma flor, uma árvore que frutificou ou frutifica, e que talvez não esteja sendo percebida pelo paciente. Cabe a nós psicoterapêutas identificarmos e fazermos com que nosso paciente também perceba. Partindo deste principio, poderia se fazer uma regressão de idade, que é pensar no passado enquanto presente, ou hipermnésia que é pensar no passado enquanto passado. O objetivo é levar o paciente a vivenciar ou lembrar-se desses fatos que lhe trouxeram prazer para que possa novamente sentir um sabor de vida, de bem estar, isso poderá provocar no paciente novas articulações mentais e conseqüentemente novas aprendizagens em relação a sua vida, acabando por muni-lo de ferramentas e conteúdos, fortalecendo-o e percebendo do quanto é capaz e que pode lidar de forma diferente com seu presente. Muitos conteúdos são propostos pelo hipnoterapeuta, assim como conclusões que o paciente pode chegar por ele mesmo, o que é bastante eficaz e saudável. Quando o mérito fica com o paciente, este valoriza mais essas novas articulações do pensamento permitindo-se mudar com mais facilidade e trazendo a solução. Depois dessa experiência, com o paciente ainda em transe, traz-se o mesmo de volta para o presente, fazendo-o perceber o agora, já com essas novas informações, isso poderá possibilitar uma rearticulação da realidade. Pode-se ainda continuar a indução e levar o paciente para o futuro por meio do fenômeno hipnótico da progressão de idade, que é pensar no futuro enquanto presente, ou pseudo-orientação no futuro, que é pensar no futuro enquanto futuro. O alcance destes fenômenos ou dos anteriores, um ou outro, dependem da intensidade de focalização do pensamento que o paciente conseguir, nas situações de passado ou futuro. Estando no “futuro”, mostrar as diferentes possibilidades que o paciente tem para desfrutar a vida, assim como permitir que por ele mesmo, possa vislumbrar e criar o futuro que deseja, como vai querer que seja sua vida quando se passarem 6 meses, 1 ou 2 anos, e o que terá que fazer para chegar a tal ponto. Desta forma, abre-se um espaço na mente para algo bom, positivo, algo que incite vida, sentido, prazer. Novamente traz-se o paciente ainda em transe de volta para o presente, permitindo que possa vê-lo com ainda mais recursos a realidade, e por ele mesmo buscar a mudança, a transformação.
Luto x Pânico
Sofremos porque nos apegamos, sofremos porque não conseguimos renunciar aquilo que não mais nos pertence, mesmo que não mais queiramos, algo nos prende e relutamos em abandonar, e é por isso que sofremos ainda mais no luto e por deveras torna-se mais trabalhoso sua elaboração. Tanto que evitamos, tanto que preferimos sacrificar nosso presente em prol de um futuro incerto: pode ser pior, mas também pode ser melhor, quem saberá. Tanto que por vezes preferimos a dor continuada ao prazer mesmo que efêmero e com possibilidade de tornar-se constante. Constantemente estamos em luto, pois não é apenas na morte de um ente querido que ficamos de luto, mas também uma separação conjugal, a perda de um namorado ou namorada, a perda de um animal de estimação, de um emprego, há luto quando somos rejeitados, menosprezados, quando nos frustramos de forma geral, quando fracassamos, enfim, o luto faz parte constante de nosso viver, não que o prazer esteja sempre ausente. A elaboração, seria a busca de alternativas para viver sem esse algo ou viver de outra forma, e a não elaboração acaba por trazer o gosto continuado dessa “morte”, trazendo à vida o gosto de morte. E talvez o pânico venha exatamente por essa ausência de sabor de vida, ausência de sentido, de prazer. Se o sabor de vida nos falta, por certo, há presença de pânico, da morte eminente e os sintomas que nos fazem pensar que realmente a morte nos ronda. A morte nos desnuda da fantasia e nos põe frente ao real, ou seja, que somos mortais, a elaboração do luto é a aceitação desse real, o entendimento de que apesar de tudo nós, continuamos vivos, e podemos voltar a saborear a vida em suas múltiplas possibilidades: usufruir, triunfar, amar.


Referências Bibliográficas
BAUER, S.M. F. Hipnoterapia ericksoniana passo a passo. Campinas, Livro Pleno, 2000.FERREIRA, M. V. C. Hipnose na prática clínica. São Paulo, Atheneu, 2003.GALVÃO, B. V. Reflexões sobre a formação do ser humano, hipnose e terapia – Hipnoterapia Educativa. São Paulo, Edição do Autor, 2003.MARINOFF, L. Mais Platão menos prozac. Rio de Janeiro, Editora Record, 2001.SILVA, M. A. D. Quem ama não adoece. São Paulo, Editora Best Seller, 2003.SPONVILLE, A. C. Bom dia, angústia! São Paulo, Martins Fontes, 1997.ZEIG, J. K. Seminários didáticos com Milton H. Erickson. Campinas, Editorial Psy, 1995.

"VAMOS DAR SENTIDO Á NOSSA VIDA"



Em Busca do Sentido da Vida

O sentido da vida é tão amplo quanto o próprio viver, e sem esse sentido a vida perde seu gosto, perde seu sabor, perde-se a vontade de viver, e abreviar a vida, torna-se uma constante. Não damos sentido à vida, mas sim o encontramos, isso, na medida em que o procuramos, e essa busca se faz presente quando há questionamentos, quando vamos em busca de resolver o que chamamos de dúvidas existenciais. Quem somos? Para que vivemos? Pelo o que vale a pena viver? Pelo o que vale a pena morrer? Cada Ser busca dentro de si uma resposta, um sentido. Vive-se, porque viver é um grande presente e não podemos dizer não à um presente. Vive-se, porque temos pais, esposas, filhos para prover. Vive-se, porque não cumprimos nossa missão. Vive-se porque é bom, é prazeroso; porque se é feliz; simplesmente vive-se... Morre-se pela liberdade, morre-se pela paixão, por amor, morre-se pelas crenças, de que há algo melhor depois da morte. “Mesmo o suicida busca a felicidade em seu derradeiro fim” expõe Sponville. Entretanto, busquemos aqui, razões para a vida, para viver.
Em diferentes momentos da vida, nos deparamos com limites, fronteiras que se impõe a nossa frente como gigantes. Por vezes enfrentamos, vamos além, por vezes paralisamos ou mesmo recuamos. É a vida nos proporcionando desafios, nos proporcionando motivos para nos surpreendermos conosco mesmos. Surpreende-se aquele que pára, por nunca ter parado; surpreende-se àquele que anda, por nunca ter andado. Surpreende-se aquele que vê, e sente-se capaz de fazer, o que antes não fazia. Surpreende-se aquele que cansado de recuar, enfrenta seu medo com coragem. A vida é uma grande roda, e ela não pára antes de chegar ao seu destino, em suas voltas, o Ser Humano se descobre e por vezes se cobra de querer algo mais: um sentido para esse rodar.
Valores que dão sentido à vida
Viktor Frankl, foi criador da Logoterapia, muito escreveu e falou sobre o sentido da vida. Frankl chegou a três categorias de valores, que podem estar possibilitando a descoberta de sentidos para a vida. São eles, os valores criadores, vivenciais e de atitude:
Criadores: Os valores criadores estão ligados ao trabalho, a ação, a produção de algo. Proporcionando ao indivíduo a possibilidade de sentir-se útil e ser preenchido por uma atividade que lhes traga prazer e satisfação para si próprio, e para os seus. Muitas vezes, as pessoas estão fora do mercado de trabalho e por isso sentem-se inúteis, perdem o sentido da vida. Idosos que não se prepararam para a aposentadoria sentem-se inúteis, não vêem gosto e sentido para a vida, chega a doença e a possibilidade da morte para um vivente já sem razões de viver. Há que se buscar razões, sentido para que a vida tenha uma continuidade. Para ter continuidade, é necessário ter motivos, estes que nos permitem usufruir o presente com prazer e termos esperança quando em sofrimento.
Vivenciais: Os valores vivenciais, são nossas experiências de vida, nossos momentos de plena satisfação, o alpinista que chega ao cume do monte, o universitário que chega à formatura, o viajante que chega em seu destino, a criança que ganha o presente tão esperado, o pintor que termina sua obra de arte, o camponês que colhe sua plantação, ou seja, aquele momento em que podemos dizer a nós mesmos: “que bom que estou vivo para presenciar esse momento!” Nesse instante, a vida nos parece cheia de sentido, rimos à toa pela vitória alcançada. É premente salientar, que o mais importante é o modo como vivemos a nossa vida, e como preenchemos o lugar onde estamos inseridos e se esse lugar nos preenche. Não importa o tamanho da nossa atuação ou conquista, mas sim, se conseguimos desenvolver nossas atividades de modo coerente e prazeroso. Se conseguirmos obter pequenas vitórias, provavelmente estas, estarão rodeadas de grande sentido para a vida. Como o garimpeiro que fica feliz mesmo com poucas quantidades de ouro, todos poderíamos ser garimpeiros da vida, separando o ouro das impurezas, o que é bom do que nos faz mal, e guardarmos apenas o ouro, e com este fazermos as mais belas jóias, usufruindo ao máximo o que estas podem nos proporcionar, isto é, a própria felicidade.
Atitudes: Os valores de atitudes são as posturas que temos perante a vida: ativa ou passiva. Frente a um diagnóstico de câncer, por exemplo, podemos ter uma atitude passiva e desistirmos da vida, achar que ela realmente chegou ao fim, e que não há mais nada a se fazer, ou seja, a aceitação de uma morte por antecedência, uma desistência da vida antes de seu fim. Não há dúvidas de que desta forma, a vida realmente possa perder o sentido, e com isso seja abreviada. Talvez, nem tanto pelo câncer, mas sim pela postura frente a ele, a atribuição de um poder que é seu e a partir dai passa a ser da doença, juntamente com o veredicto de morte, apesar de tanto o júri quanto o juiz ser você mesmo. É como se a doença encontra-se um aliado, caminhando juntos para a auto-destruição. Isso não só com o câncer, também no caso de uma depressão, baixa auto-estima, desemprego, pânico, que podem trazer uma falta de sentido à vida. Ao contrário, aquele que possui uma postura ativa frente à vida, mesmo com um diagnóstico como os citados, encontrará um sentido para continuar vivendo e lutará pela sua saúde. Assim, poderíamos dizer que as pessoas com postura passiva, acabam por ir em direção à morte, enquanto as de postura ativa vão de encontro à vida.
A missão nossa de cada dia
Se pensarmos na vida como uma missão, temos sempre que levarmos em conta que esta missão é específica e única para cada situação e indivíduo. Segundo Frankl, “a missão não muda apenas de homem para homem, em consonância com o caráter único de cada pessoa. Muda também de hora a hora, em decorrência do caráter irrepetível de cada situação”. A missão pode ser uma viagem com um destino certo; com coordenadas de início, meio e fim. No caminho, estamos sujeitos à diferentes variáveis. Exemplificando, poderíamos comparar o homem a um aviador, o avião à vida, e a missão o aeroporto. Por vezes,o avião (a vida) é pilotado pelo aviador (o homem), por outras, o aviador não tem controle e precisa ser conduzido por radares até seu destino. Há que confiar na vida, em nós mesmos e no outro. Chegando no aeroporto, a missão foi realizada, e independente do que aconteceu pelo caminho, o homem estava lá e fez parte do processo. Conduziu e foi conduzido, uma dança entre o homem, a vida e as circunstâncias.
É preciso concentrar-se o mais possível na vida, no viver, o fim é único como já sabemos, porém os caminhos são distintos e podem ser escolhidos no decorrer da vida, escolhidos a todo o instante. Alguns caminhos não têm volta, isso quando a oportunidade de escolher já passou, quando o que queremos não mais existe ou está no passado, ou quando escolhe-se morrer. Entretanto, muitos caminhos podem ser mudados, precisamos de aceitação para compreender e ressignificar o velho e coragem para buscar o novo. A todo o momento, a vida nos coloca uma missão para ser realizada. Acordar de manhã e abrir os olhos para um novo dia, eis uma grande missão a ser cumprida. A vida é feita de pequenas missões diárias, todas elas carregadas de sentido, e trazem embutidas em si, a possibilidade de dor ou prazer, de tristeza ou alegria, de fracasso ou sucesso. A oportunidade de aprender com a experiência ou de se lamentar. A soma dessas pequenas missões, determinará a grande missão em nossa vida: ser feliz.
A felicidade não é um fim a ser alcançado, a felicidade é uma constante a ser vivida e para isto basta ter razões. Cada missão realizada, independente do seu resultado, poderá resultar em felicidade, depende como cada indivíduo encara o fato. Por exemplo, duas pessoas são demitidas da empresa. Um poderá encarar o fato como um fracasso, se desesperando com o acontecido, ficando muito decepcionado e triste. O outro, acaba por sentir-se feliz porque percebe o quanto aprendeu na empresa, e como esta foi importante em sua vida, além de voltar-se para o futuro, vendo a possibilidade de diferentes portas se abrindo. Para o “fracassado”, o fato passou sem sentido, já para o aprendiz, a vida sempre oferece uma nova possibilidade, um novo sentido.
Não quero dizer que não podemos ficar tristes, frente a fatos extremos e que nos causam dor como as perdas. É preciso sim, vivenciar também a dor, pois mesmo nessas situações é possível aprender, e isso poderá nos trazer uma ponta de felicidade. Essa é uma pergunta que podemos nos fazer sempre: “o que eu aprendi ou estou aprendendo frente a este fato que neste momento me causa dor?”. Assim, nenhum fato passará em branco, todos estarão carregados de sentido, a vida estará carregada de sentido, as missões diárias terão sentido, o indivíduo terá motivos para continuar vivendo e assim aprendendo a viver ainda melhor.
Facilmente podemos encontrar no consultório, pacientes que digam: “minha vida não tem sentido, não vale a pena viver!”. É como se sua vida realmente nunca tivesse tido razões de ser. Indivíduos que não vêem sentido na vida, porque tiveram ou têm uma vida miserável, pais violentos, rígidos, repressores, alcoólatras, separados, desprovidos de afeto, distantes, pais que rejeitaram, que foram ignorantes, enfim, a lista se estende. Com isso, crescem e vivem desprovidos de uma vida com prazer. A dor e o sofrimento psíquico os acompanham lado a lado, a felicidade parece algo tão distante que já não é mais buscada. Para as pessoas que viveram em campos de concentração na segunda guerra mundial, talvez fique mais difícil perceber que a vida ainda tinha algum sentido, por isso paravam de buscar. Para as crianças que nasceram e cresceram em meio à guerra ou após a bomba de Hiroshima e Nagasaki; ou nos arredores da usina nuclear de Chernobyl, para esses indivíduos não é tão fácil encontrar um sentido na vida, uma missão. Todavia, muitos encontram, e mesmo em meio a essas condições sub-humanas, possuem esperanças e procuram extrair ao máximo o “mínimo” que a vida lhes oferece.
Digo que a primeira missão de um homem sem missão, é encontra-la. É descobrir o que ainda há por ser feito, que poderá lhe mostrar o quanto vale a pena viver. A exigência diária está repleta de sentidos, de missões a serem alcançadas. O presente é o maior presente que a vida pode nos dar. O segundo em que você se encontra, este poderá fazer toda a diferença. Não importa o quão decadente possa ter sido o passado, o “destino” pode ser mudado a todo o instante, a cada segundo. A vida está sempre nos oferecendo novas oportunidades, é preciso estarmos atentos, pois a vida também espera algo de nós, é preciso retribuir. A chuva que caiu hoje não mais voltará a cair, a próxima já será outra, nem tão pouco sabemos quando cairá novamente. É preciso estar de braços abertos para recebe-la. É preciso estar com o terreno pronto e a semente para ser plantada. É preciso estar preparado para as oportunidades. É preciso estar preparado para cada missão.
Eutanásia, Suicídio, Suicídio Postergado e Morte
A vida não é senão permeada por dor e prazer, felicidade e sofrimento, esperança e desespero, e o sentido pode ser encontrado em cada uma dessas situações. A roda da vida não pára, nossa busca é por estar o maior tempo possível de posse do prazer, e o mínimo com dor, mas jamais tentar eliminar um ou outro, isso seria o não viver. Não precisamos morrer para saber o quão boa era a vida, por vezes, porém, é bom experimentar a dor, para depois valorizar e se deliciar com o prazer.
A morte nos destrói sem nos atingir, dizia Sponville, pois na presença dela já não mais existimos. O que nos atinge é a falta do bem viver, a falta do sentido. Assim não morremos aos pouco e naturalmente, porque somos mortais; morremos aos poucos, porque em vida, a vida nos falta. Se a eutanásia, assim como o suicídio são condenados, independente de como essa vida é vivida, no suicídio postergado, como o câncer, ou outras doenças de cunho psicológico, o morrer é bem aceito. Estes não deixam de ser suicídios disfarçados, matam aos poucos, porém aceitos socialmente. O suicídio postergado, não deixa de ser uma morte antecipada, motivado pelo desgosto à vida, pela falta de sentido. Não precisa ser uma doença “mortal”, ou seja, que “não tem cura”, pode ser o stress, depressão, pânico ou solidão, que não é uma doença, mas serve de caminho. Para estes que experimentam constantemente o sabor da morte, urge a necessidade de sentido, um sentido para suas vidas. E a qualquer momento é o momento de começar a busca.
Sobre o suicídio, dizia Sponville, “que dizer quando nada mais há para dizer? E a quem, quando já não há ninguém para ouvi-lo? “ Pois quando há o suicídio, já não há mais o Ser, e sim a morte, uma morte voluntária, por escolha, uma abreviação da vida. Será o suicídio um ato de liberdade? Talvez sim. Porém, não é a morte que o indivíduo escolheu, já que esta era certa, escolheu sim viver menos. Mas, que glória há nessa liberdade? Provar a si e ao mundo que pode mais que a natureza, que pode mais que Deus? Todavia, as pessoas são movidas pelos porquês. E que motivos fortes teriam aqueles que escolhem abreviar a vida. Para suicidar-se dizia Frankl, o individuo deveria fazer um balanço de como foi a sua vida até então. Será que esse balanço é tão negativo a ponto da vida perder o valor? Também é verdadeiro o que expõe Sponville, “no suicídio não é a vida que a pessoa recusa; é o sofrimento; é a velhice, é a doença, é o isolamento... Não é a felicidade que ela despreza; é da infelicidade que foge”. Em contrapartida, o mundo está repleto de fontes de prazer, como poderia o suicida em potencial fazer com que todas essas fontes se exaurissem? E delas não usufruir nada. Como poderia não experimentar o prazer, por mais simples, por mais fugas que pudesse ser, e com a experiência perceber que a vida, além de tudo, vale a pena.
A eutanásia é a morte assistida e consentida. Será que o médico poderia se opor à vontade do moribundo que vê seu sofrimento chegar a extremos, e por conseguinte querer abreviar a vida? Será que o paciente está em sã consciência para escolher? Não seria o médico o defensor da vida e com o dever de usar todos os artifícios disponíveis para que a vida possa continuar, ajudando o paciente a perceber que ele ainda pode lutar pela vida? A morte pode ser o remédio para todos os males, mas seu efeito colateral é a ausência da vida, conquanto, a vida é tudo; a morte é nada. É claro que para situações extremas, dizia Erickson, medidas extremas. Mas que seja uma justa medida. Será justo trocar uma angústia, um sofrimento por mais extremo que seja, pelo nada? Abraçar a morte ou amar a vida com tudo o que dela faz parte. Cada um poderá exercer sua liberdade e fazer suas escolhas, depois disso, nada sobra senão o silêncio da morte ou o possível regozijo da vida.
Sentido interno e sentido externo
Na terapia, o paciente confessa que sua vida não tem e nunca teve sentido, e que só continua vivo porque tem um filho e uma esposa para cuidar. Outro, diz que sua vida também não tem sentido, mas que continua vivo porque seu pai morreu e precisa cuidar da mãe. Outra paciente, diz que tentou suicídio por não ver mais sentido na vida, pois perdeu o namorado que tanto amava. Exemplos como estes são comuns no consultório. Todos seguem a mesma toada. “Minha felicidade depende do outro; o sentido da minha vida é o outro”, ou seja, o sentido da sua vida está apenas na vida do outro. Não que o outro deva perder todo o sentido, o problema é quando não há nenhum sentido interno, nenhum sentido próprio de vida.
Na maioria das vezes as pessoas vivem de forma autômatas, e não percebem o emaranhado em que estão envolvidas, não tem consciência. Aquelas que buscam ajuda, foi porque perceberam que algo estava errado, que algo precisaria ser mudado. Isso, porque não vê mais gosto pela vida, perdeu o sabor, perdeu o prazer. Faz tudo pelo outro, nada para si mesmo. Percebe que esteve “fora do ar”, esqueceu-se de si mesmo, para passar o tempo lembrando-se do outro. Faz-se necessário colorir a própria vida, e essas cores devem partir de dentro para fora. Há que se ter motivos, que venham de encontro com as suas vontades, seus desejos e sonhos. Muitas vezes é necessário fazer uma reconstrução interior, tamanha a quantidade de destroços que ficaram em sua vida interna, tamanha dificuldade de sentir, se relacionar e amar.
Por outro lado, há aqueles que só conseguem perceber a si mesmos, são extremamente individualistas, até perceberem que não são uma ilha e que vivem em sociedade, ai entram em crise. Descobrem que não se bastam a si mesmos, e que também precisam do outro para viverem melhor. Deve-se, portanto, buscar o equilíbrio entre o sentido interno e o externo, para que haja uma harmonia entre o ser e o mundo que o rodeia.
O amor e o sentido da vida
Nosso desenvolvimento psíquico desde o início da vida, será tão mais saudável, quanto mais tivermos sido educados num ambiente provido de afeto; de amor. No decorrer do tempo, o esperado é que esse sentimento vá ocupando um espaço cada vez maior em nossa vida. Não poderíamos falar do sentido da vida, sem falar do amor, este, que por muitos momentos, carrega nossa existência de sentido. Para Platão, “o amor é o desejo de possuir o que é bom, o que é belo”. De posse do bom e do belo, nos satisfazemos, e a vida acaba por ter um gosto adocicado.
O amor talvez seja a gênese de tudo aquilo que vivenciamos, direta ou indiretamente. Ter amor por aquilo que se faz, amor pelas pessoas ao redor, amor por aquilo que cultivamos internamente, amor à nós mesmos; auto-estima. Tão maior será nossa auto-estima, quão maior for a quantidade de conteúdos reconhecidamente amados em nós mesmos. Com isso, digo que é importante amar o amor, este que permeia toda a nossa existência, e a vida jamais deixará de ter sentido, para aquele que ama viver.
O encontro com o sentido
O sentido da vida, são os motivos que nos levam a crer que vale a pena viver. São os porquês nós pensamos, sentimos e fazemos, que trazem os significados do viver. Cada experiências saboreada, eis porque a vida vale a pena; eis porque a vida tem sentido. Não é o que, nem o como fazemos o que fazemos que determinará o sentido; é o porque. Já dizia Nietzsche, “quem tem porque viver agüenta quase todo o como”. Ou seja, o porque é o mais importante. Você pode estar em um trabalho que não gosta, mas precisa do emprego para sustentar a casa, o filho, a esposa; eis o porquê, e por isso enfrenta o como; por isso, o trabalho tem um sentido.
Para Frankl, “embora se trate de um só momento, pela grandeza desse momento já se pode medir a grandeza de uma vida... e um simples momento pode dar sentido, retrospectivamente, à vida inteira”. A terapia ou mesmo a auto-análise, deve ser realizada no presente e voltada para o futuro, confrontar o paciente com o sentido de sua vida e o reorientar para o mesmo, concentrar-se no sentido da existência humana, bem como na busca por este sentido. Muitas vezes, as pessoas podem ter com que viver, mas não tem o porque viver. Resumindo, há três possíveis caminhos que podem ser importantes para se chegar ao sentido da vida: 1) Criar um trabalho para ser feito, uma ação, uma missão; 2) Experimentar algo ou encontrar alguém para amar; e 3) Erguer-se acima de si mesmo, e transformar a tragédia pessoal em triunfo. A busca do sentido é a maior força motivadora no ser humano. O encontro com este sentido, a maior das recompensas.


Referências Bibliográficas
FRANKL, V. E. Em busca de sentido. São Paulo, Editora Vozes, 1991.___________. Psicoterapia e sentido da vida. São Paulo, Editora Quadrante, 1989.PLATÃO. Apologia de Sócrates – O banquete. São Paulo, Martins Claret, 2000.SPONVILLE, A. C. Bom dia, angústia! São Paulo, Martins Fontes, 1997.A