quinta-feira, 30 de abril de 2009



Meu dinheiro nunca é suficiente!!!




Pesquisa: Gloriana Batassa



Como devo fazer para que a abundância entre em minha vida?Se sou um Co-Criador e tenho as mesmas qualidades de Deus, por que não consigo criar abundância na minha vida?A opinião que temos da nossa vida depende de como nos sentimos, se dignos ou indignos de amor, de sermos amados ou não. De qualquer forma, criamos uma situação externa que reforça a opinião que temos de nós mesmos.Os pensamentos condicionados de escassez derivam da nossa percepção de sermos indignos de amor.Quando não nos sentimos dignos de amor, nós projetamos essa carência para fora, para o nosso exterior.Cada preocupação em relação a algo que não temos, deriva do fato de vivermos no passado, a "falta" é simplesmente a lembrança, uma memória celular de velhas feridas que foram projetadas no futuro.E o que nos leva a ter pensamentos condicionados de escassez, é o medo que nos aconteça novamente o que já aconteceu no passado, justamente porque ainda não transmutamos aquela memória.Para pôr fim a pensamentos condicionados de escassez, devemos perdoar o passado.Não importa o que aconteceu, ele não terá mais efeito quando for mudado.Você se sente tratado injustamente?Se é assim, você projetará essa carência em sua vida, pois só quem se sente tratado injustamente será tratado injustamente.Perdoar o passado e deixá-lo ir torna possível uma escolha atual diferente.Não importa quantas vezes cometemos o mesmo erro, nós temos uma nova oportunidade de perdoar.Sem o perdão é impossível deixar ir os pensamentos de escassez.Feridas escondidas dão vida a hábitos diários que nos fazem viver no passado e estas feridas devem ser reconhecidas e trazidas à luz da nossa consciência desperta, em todas as convicções e em todos os pressupostos inconscientes também.Isto porque o fato de que não nos lembremos de uma memória, de uma crença, não significa que ela não exista e que não aja na nossa vida diariamente.A escassez é um professor importante.Cada coisa que achamos que falta na nossa vida, cada sensação de carência reflete uma sensação interna de não sermos dignos e da qual devemos nos tornar ciente.A experiência da escassez não é um "castigo" de Deus, mas somos nós que mostramos a nós mesmos uma convicção que deve ser corrigida.A abundância não existe só para dinheiro, mas também engloba outros aspectos da natureza do homem como saúde, amor, amizade, auto-estima, sucesso profissional, inteligência, criatividade, e tantos outros que fazem com que nos sintamos bem, nos dando a sensação de felicidade e plenitude.Portanto, quando pensamos na falta de dinheiro e quando queremos abundância de dinheiro em nossas vidas, estamos refletindo apenas um aspecto das nossas necessidades interiores.Pois na realidade existe carência de amor, é o amor que traz abundância em nossas vidas.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

"AUTO CONHECIMENTO"


"Viagem no tempo "

Resgatar as virtudes do passado é o primeiro passo para o autoconhecimento e, conseqüentemente, para a cura de problemas emocionais do presente.
Por conta de variados fatores, os pacientes depressivos entram em um ciclo de abandono dos prazeres, que também pode ser visto como o abandono de si mesmo. Por tais razões, a depressão 'comumente vista como causadora de muitos outros problemas emocionais, como a ansiedade, baixa auto-estima e, até mesmo, a síndrome do pânico. "Com esses pacientes, é preciso buscar recursos e vivências positivas anteriores à depressão, mostrando a eles que suas capacidades talvez estejam 'adormecidas', mas que continuam dentro deles, fazendo parte de ferramentas próprias que serão muito úteis naquele momento", afirma A psicóloga,psicanalista e hipnoterapeuta Dra:Suzette d'amico.
"Durante o transe, depois de buscar as virtudes passadas, pode-se levar o paciente para o futuro, onde se cria um cenário completamente diferente do atual, com novas alternativas e já com uma postura diferente com relação à vida", explica Dra:D'amico. Para o psicólogo é importante perceber como o organismo e a mente do paciente reagem frente às emoções e vivências diárias e, a partir daí, traçar estratégias, fazendo intervenções mais assertivas durante a hipnose.
Assim como na maioria dos tratamento psicológicos, na primeira sessão de hipnoterapia, o paciente deve falar sobre sua histórias - passada e presente -, fornecendo, assim, dados importantes também sobre a origem de seus problemas. Nesse momento, é feita ainda uma busca de informações que dizem respeito aos gostos do paciente e a tudo aquilo que o motiva para a prática de atividades prazerosas. Dessa forma, nas sessões seguintes, o hipnoterapeuta pode criar metáforas que comuniquem indiretamente questões esclarecedoras para o paciente. "Fazendo comparações com a natureza ou com algum fato da vida dessa pessoa, é possível transmitir, durante o transe, uma série de informações que o paciente precisa para se recuperar", diz o psicólogo. Diferente da hipnose clássica, que trabalha com uma comunicação mais indireta, a chamada hipnose moderna ou ericksoniana - utilizada nesses tipos de tratamento - trabalha com a sutileza da comunicação, sendo muito indireta e, às vezes, até implícita.
Todas as faces da depressão
Por ser, geralmente, a desencadeadora de todos os outros problemas emocionais, a depressão acaba causando transtornos nos mais diferentes âmbitos, gerando alterações na forma de pensar, sentir e se comportar. Com o tempo, cria-se um padrão de posturas negativistas e, dificilmente, o paciente consegue sair dessa teia sozinho.
Algumas pessoa acabam apresentando no próprio organismo todo o desespero e aflição que a depressão pode trazer. Nesses casos, o hipnoterapeuta deve desenvolver atividades corporais, que promovam o relaxamento e o controle da respiração, fortalecendo o sistema imunológico do indivíduo. "As dores precisam ganhar uma forma palpável, para que sejam eliminadas mais facilmente". Assim, pode-se pedir ao paciente que faça um desenho de sua dor, compreendendo que esse incômodo é algo externo, que não faz parte da sua condição normal.
Muitas pessoas sofrem de depressão, mas não se dão conta. Normalmente são pessoas que buscam um motivo para tudo, seja para suas pensamentos, atos ou sentimentos. Elas sofrem da chamada depressão atípica. Por não conseguirem perceber um motivo realmente forte, digno ou existencial para seu estado depressivo, elas não acreditam que estejam doentes e, por isso, não acreditam que estejam doentes e, por isso, não procuram auxílio médico. Com estes pacientes, é preciso utilizar o tempo todo a comunicação indireta, que possa burlar seus mecanismos de defesa. Assim, obtém-se uma intervenção saudável e que trará resultados satisfatórios. "O mais importante é que os problemas sejam resolvidos. A pessoa não precisa, necessariamente, saber quais são eles", avalia o psicóloga Suzette D'amico.
Técnica e Conteúdo
A hipnose nada mais é que uma forma de comunicar idéias, embora ainda seja vista por muitas pessoas apenas como uma técnica para controlar pessoas. Durante um tratamento clínico, porém, é preciso transmitir idéias de forma eficaz, discutir virtudes, paixões, trabalhar a culpa - questões realmente capazes de transformar a vida de uma pessoa. Por tais razões, muito mais que provocar no paciente o estado de transe, o profissional deve possuir um vasto conhecimento humano.
No transe, que é um estado natural de profunda concentração induzido pela hipnose, a pessoa fica muito mais receptível a qualquer tipo de informação. Assim, o que for recebido durante esse estado de consciência terá um impacto ainda maior. Diferentemente do que ocorre nas terapias convencionais, na hipnose clínica o paciente se torna agente da sua própria transformação. "As mudanças acontecem durante o transe, quando lançamos determinada idéia e, a partir daí, a mente do paciente começa a trabalhar, explica o psicólogo Odair José Comin. Por ser um processo inconsciente, o paciente entra em contato com aquela informação traumatizante de uma forma mais íntima, o que gera resultados mais rápidos.
Em um tratamento psicológico comum, o paciente apenas fala e, gradualmente depois de inúmeras sessões, a pessoa vai se aproximando daquilo que a incomoda. Já na hipnose clínica, muitas vezes, o paciente encara seus problemas logo na primeira sessão, pois tem a oportunidade de vivenciá-los desde o primeiro instante. A escolha de um ou outro tratamento é uma decisão pessoal que provavelmente trará os mesmos benefícios as paciente. A diferença talvez, fique por conta do caminho tomado e do seu tempo de percurso.
A resposta está no afeto
Em nosso psiquismo, o afeto é responsável pela maneira que percebemos e sentimos a realidade. Todo o significado sentimental e emocional sobre aquilo que vivemos faz parte da nossa afetividade. É o afeto de cada indivíduo que determinará se uma experiência é agradável ou desagradável, dolorosa ou prazerosa, ou seja: é este o sentimento que atribuirá valores positivos e negativos às experiências e vivências. A depressão é um transtorno da afetividade ou do humor, na qual ocorre um alteração psíquica e orgânica. Nesse caso, há uma alteração nos neurotransmissores, diminuindo a produção de serotonina - responsável pelas sensações de prazer e bem-estar no organismo.
Tudo o que acontece na vida de uma pessoa, passa pelos filtros do afeto e produz uma resposta que depende do estado de cada um. Ao lidar com alguém deprimido, o terapeuta deve transformar esses filtros, fornecendo ao paciente instrumentos capazes de resgatar recursos internos, para que ele mesmo possa conscientizar-se da relação que foi estabelecida entre ele e a realidade, e as mudanças necessárias para viver bem.


Dra:Suzette D'amico.
Psicanalista Clinica.
Manager Coaching emotional.

"SINDROME DO PÂNICO E HIPNOSE"


"Síndrome do Pânico e Hipnose"

O medo permeia nossa existência desde o nascimento até a morte, e um dos principais e mais real, é o próprio medo da morte. Ao mesmo tempo em que o medo nos protege dos perigos, ele nos paralisa frente a oportunidades, frente ao que poderia tornar-se um prazer. Por vezes, o medo nos impossibilita de saborear a vida como gostaríamos, de alcançar sonhos ou concretizar objetivos. Como disse, o medo permeia nossa existência, não porque vivemos em savanas pré-históricas, em meio a animais selvagens e carnívoros, aborígines canibais ou assolados pelas inúmeras pragas e doenças da Antigüidade. Tal realidade era exposta, e as pessoas conviviam com ela, aceitavam-na de forma natural. O medo nos permeia atualmente, porque vivemos no mundo moderno, numa talvez falsa civilização, que não leva em consideração o Ser Humano e tenta ocultar as realidades que envolvem a dor, distanciando-nos da morte, por exemplo. A distância, tanto do assunto como da própria vivência, acaba por tornar a morte algo bastante temido.
Somando-se a isso, vivemos em uma sociedade que oprime e ameaça o indivíduo, modelos administrativos e modelos religiosos rígidos, castradores e que nos incute a culpa em escolhas e comportamentos que dizem respeito à liberdade do ser humano. O mundo moderno acaba por justificar o medo, o stress, a ansiedade e a síndrome do pânico. O pânico está sutilmente estampado nas páginas de jornais: “índice de desemprego sobe a cada dia”, “a violência cresce nas grandes cidades”, ou de forma escancarada e direta nos diferentes noticiários: “a guerra do terror faz mais vítimas”, “novas bombas explodem”, “o terror ameaça o mundo”. Ou seja, o pânico é semeado pelas mídias e disseminado pelas massas o tempo todo. O pânico está cada vez mais próximo, e sem a intenção de fazer parte da força que movimenta esta grande roda do pavor, o número de pessoas com esse mal tem se tornado mais e mais freqüente em consultórios de Psicologia e Psiquiatria.
Além dos sintomas característicos, a síndrome do pânico pode ser conseqüência de uma apreensão, medo, terror ou pavor, esses, ligados a perigos externos que nos paralisam ou nos preparam para a fuga ou enfrentamento. Além destes, há também a ansiedade generalizada e aguda, fobia e angústia, nestes, não necessariamente há um perigo externo e real, antes sim, são conflitos internos que por vezes não sabemos ou não entendemos suas origens.
A ansiedade é a sensação de que algo desagradável está para acontecer e o medo de um futuro incerto, trazendo um sofrimento antecipado, motivado por algo que ainda não aconteceu e que nem se quer sabemos o resultado. Entretanto, o sofrimento é atual e se inicia quando o indivíduo entra em contato com a informação, que pode ser a marcação de uma cirurgia, um encontro importante, uma entrevista de emprego ou aguardar uma resposta. A ansiedade também pode ser motivada por algo agradável, o encontro com a namorada, uma entrevista de emprego, enfim, a ansiedade faz parte de nosso cotidiano e até certo grau é normal, torna-se preocupante na medida em que começa a trazer sofrimento por longos períodos.
A angústia é o medo sem um objeto real, é um vazio, um “aperto” que não conseguimos identificar suas raízes. A angústia expressada por Sêneca, ou seja, aparece quando o ser humano pensa sobre a brevidade da vida, sobre a morte chegar antes de se ter vivido o suficiente, ou suficientemente uma vida bem vivida, que por vezes encontramos em pacientes com síndrome do pânico, ao relatarem a sensação de não estar vivendo de forma plena, não aproveitar a vida como deveriam, demonstrando estarem cansados da vida que levam ou mesmo perdendo os preciosos dias de sua existência.
A fobia é um medo exagerado e desproporcional à situações vividas no meio externo, e que a rigor não deveria trazer tais pensamentos e/ou comportamentos de medo, haja visto, serem situações onde a maioria das pessoas, ou os ditos “normais”, não teriam esse tipo de reação.
As raízes da Síndrome do Pânico
Uma síndrome é caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas. A etimologia da palavra pânico vem da Grécia, Pã era um deus grego, sua aparição gerava instantaneamente grande medo nos que o viam. Portanto, pânico é um medo violento e repentino, gerador de grande ansiedade. O DSM-4, enumera os sinais e sintomas que comumente são percebidos em pacientes com Síndrome do Pânico, os quais devem se apresentar simultaneamente em número de pelo menos quatro: palpitação; sudorese; tremores ou abalos; sensação de falta de ar ou sufocamento; sensação de asfixia; dor ou desconforto torácico; náuseas ou desconforto abdominal; tontura ou vertigem; desrealização (sensações de irrealidade); despersonalização (estar distanciado de si mesmo); medo de perder o controle ou “enlouquecer”; medo de morrer; parestesias ou formigamento; e calafrios ou ondas de calor.
As raízes da Hipnose
A palavra Hipnose vem do grego hypnos, termo designado ao deus do sono, porém este foi um conceito utilizado no passado, quando se pensava que a hipnose assimilava-se ao sono, hoje sabemos que este conceito não é verdadeiro, e a hipnose não tem nenhuma relação com o sono ou dormir, hoje temos que a hipnose é um conjunto de fenômenos naturais e específicos da mente, que produzem diferentes impactos, tanto físicos como psíquicos. Esses fenômenos poderão ser induzidos ou auto-induzidos através de estímulos provenientes dos cinco sentidos, sejam eles conscientes ou não.
Individualizando o paciente
A hipnose tem se mostrado bastante eficiente no tratamento de pacientes com síndrome do pânico, com isso, cada vez mais as pessoas tem buscado na hipnoterapia a diminuição ou mesmo a cura de tal mal. Todo tratamento começa com a anamnése, ou seja, a colheita de informações a respeito daquele indivíduo em especial que é um ser único e, portanto, com uma realidade única. Quanto mais conheço meu paciente maior serão as chances de ajuda-lo. Cada indivíduo desenvolverá a síndrome do pânico por motivos diferentes, e essas razões precisam ser identificadas, sejam elas explicitas ou implícitas. É de suma importância conhecer a história do paciente, para assim poder vê-lo de forma mais transparente, conhecer as causas e os mantenedores da síndrome no presente e as possíveis projeções futuras que da mesma forma, além de manter a doença criam a possibilidade de se perpetuar por ainda mais tempo. Acredito ser importante compartilhar com meu paciente as percepções sobre sua própria realidade individual, que por vezes passa desapercebida, mesmo porque com a democratização da informação, muitas vezes o paciente chega ao consultório com um diagnóstico já estabelecido ou mesmo padronizado, este conseguido por meio de livros ou internet, e além do diagnóstico acabam por trazer as razões que acreditam ser as causadoras da síndrome, às vezes essas percepções estão corretas, mas é necessário ir mais longe. Essas diferentes realidades e visões podem ser percebidas ou não pelo paciente, o trabalho terapêutico é desvendar a mente do paciente, além do que simplesmente é conhecido, falado ou expressado, buscando o insight, a mudança, a transformação.
O paciente e o pânico
Para ilustrar, exponho agora um caso clínico de paciente com nome fictício, que busca a hipnoterapia como forma de tratamento, envolvendo anamnése, diagnóstico, aprendizagens necessárias, estratégia e intervenção:
Anamnése: A anamnése é a história de vida e a história do problema do paciente. Pedro de 32 anos sai de casa e dirige-se para o trabalho, guia o carro enquanto no rádio ouve um jogo de futebol. Antes de sair de casa havia discutido com a esposa como freqüentemente acontecia. Aparentemente Pedro estava bem, porém nervoso com o jogo, pois seu time estava perdendo, quando de repente sai um gol. Pedro explode numa descarga de alegria, esta depois de alguns segundos provocou certo mal estar. O corpo começou a formigar, seu coração começou a bater mais forte, e sentiu seu peito apertado, começou a soar frio e sentir falta de ar, pensou que estava tendo um enfarto e teve medo de morrer, ficou totalmente desesperado. Pedro desceu do carro e pediu ajuda. Depois de repousar por cerca de 30 minutos; sentiu-se melhor e dirigiu-se para o trabalho. A partir deste dia, os sintomas de pânico e as sensações de mal estar tem sido freqüentes em diferentes momentos, chega a ter receio até mesmo de comemorar qualquer evento com medo de que as sensações voltem. Este é um exemplo de como um ataque de pânico pode acontecer, mostrando um conjunto de sinais e sintomas que caracterizou-se em síndrome do pânico. Acontece normalmente desta forma, sem um grande motivo aparente, “do nada” como relatam os pacientes, em situações banais e corriqueiras do cotidiano, o que acaba por restringir o convívio social e profissional do indivíduo com este mal.
Pedro está casado há 12 anos, tem um filho de 10 anos de idade. Relata que seu casamento vai mal desde o quarto ano de casado, ou seja, há 8 anos não vive uma relação conjugal saudável. Diz ter perdido o apetite sexual, sente-se ansioso, estressado, deprimido e carente afetivamente. Relata não ver mais sentido na vida que leva. O pai sempre foi bastante distante, e via no avô que morreu há 18 meses o pai que não teve, sendo este quem o ensinou a crescer e ser homem. Diz ter sofrido muito com a morte do avô e sente muita falta. Pedro relata que se mantém na relação com a esposa por pena e pelo filho, acha que as conseqüências seriam drásticas para eles caso houvesse uma separação e tivesse que crescer sem um pai por perto e a esposa, por ter problemas de saúde. Há algum tempo o casal comentou com o filho a hipótese da separação, ao que este respondeu negativamente mantendo por certo período um comportamento agressivo, por isso não retomou o assunto. Todavia, não consegue passar muito tempo com o filho, praticamente vendo-o no final de semana, pois trabalha e faz uma nova faculdade à noite, e diz que os momentos que consegue ficar com ele, são improdutivos e sente que não está dando seu melhor, pois está sempre cansado e desanimado. Em relação a esposa, diz não sentir atração alguma a repelindo quando esta tenta uma aproximação, não vê sentido na relação, dizendo que a separação é certa e que aguarda apenas um melhor entendimento do filho (enquanto isso acaba por anular a si mesmo) e continua mantendo uma relação desprazerosa. Para Pedro a esposa já “morreu”, a relação morreu, seu sonho de família morreu, por este fato fica muito decepcionado, pois se diz “muito família” tendo apostado sua vida nesta relação que viu desmoronar.
Diagnóstico: O diagnóstico nada mais é que a identificação das possíveis causas que levaram o paciente a desenvolver a síndrome, e isso é feito a partir de uma observação da realidade individual e única do paciente, isto é, a história de vida do paciente colhida por ocasião da anamnése falada ou emitida por meio de comportamentos durante a sessão. Além dos sintomas já descritos, é muito comum em pacientes com síndrome do pânico, de alguma forma a morte estar envolvida, seja ela real ou simbólica. No caso citado aconteceram ambas, tanto a real que foi a morte do avô, como a simbólica que foi a relação conjugal, envolvendo o sonho de ter uma família. Além desses eventos estressores específicos e pontuais, existem todas as circunstâncias de sua vida. As brigas, uma relação afetiva apenas de aparências, tendo que manter-se numa posição que não gostaria de estar, tendo que abnegar de sua vida pelo filho, e a própria faculdade que diz fazer para fugir do convívio com a esposa. Esses são aspectos importantes que deverão ser observados para que a terapia aconteça.
Aprendizagens Necessárias: O paciente chega com uma história de vida, com formas de pensar já estabelecidas e com aprendizagens adquiridas no decorrer da sua vida. Muitas vezes acaba por criar enumeras armadilhas para si mesmo, que envolvem medos e culpas, com isso não consegue se desvencilhar. Os pensamentos e aprendizagens acabam por envolver sentimentos de dor e tristeza. A síndrome do pânico vem como um pedido de socorro da mente e do corpo, para que providências sejam tomadas em relação à vida que o indivíduo esta levando. Faz-se necessário novas formas de pensar, novas aprendizagens que trarão novas experiências de vida, que possibilitem formas de pensar mais lúcidas frente a tudo o que permeia a sua vida e que está lhe provocando sofrimento. O hipnoterapeuta deve ter claro quais sãos os pensamentos e aprendizagens necessárias à mudança do paciente, ou seja, a superação do problema.
No caso do paciente em questão, talvez fosse necessário este pensar sobre a vida que está dando a si mesmo, ao filho e a esposa. O paciente não toma decisões para não trazer sofrimento ao filho, com isso se martiriza e neste caso mais cedo ou mais tarde o sofrimento é inevitável, em qualquer separação que envolva amor, a dor é inevitável. E que conseqüências sua relação sem amor com a esposa poderá trazer ao filho ou mesmo está trazendo? Pensar sobre sua postura frente à relação, onde não consegue ser pai, ser marido ou mesmo homem, como senhor de si mesmo. Essas circunstâncias geram stress, ansiedade, medo, angústia, enfim, sentimentos que levam a uma pressão interna, onde o corpo e a mente não suportam, com isso, os sinais e sintomas da síndrome do pânico vem de forma arrebatadora. Há que refletir, há que buscar saídas, escolhas mais saudáveis, decisões que podem ser a priori dolorosas, porém que a fortiori possam trazer a sensação de liberdade e vida saudável para o paciente.
Estratégias: A estratégia é o plano a ser elaborado com início, meio e fim, tendo como objetivo, alcançar uma meta; no caso, a solução do problema ou cura da doença. Depois de identificar quais pensamentos e aprendizagens serão necessários ao paciente, o hipnoterapeuta deverá montar uma estratégia a partir da realidade individual do paciente para que o conteúdo seja passado e assimilado pelo mesmo, e assim chegar a novas conclusões para sua vida.
Intervenção: Depois de traçar a estratégia, o hipnoterapeuta realiza a intervenção, que pode ser feita de diferentes formas. As estratégias poderão envolver comentários, pontuações, frases, exemplos, histórias ou metáforas entre outros, estes podem ser feitos com o paciente em relaxamento, transe e hipnose ou fora deles. Mesmo certas perguntas poderão provocar no paciente novas articulações, conseqüentemente novas percepções e possibilidades. Portanto, as perguntas também são estratégicas e podem servir tanto para diagnosticar como para intervir. A comunicação do conteúdo da estratégia pode ser feita de forma direta procurando mostrar ao paciente o que ele ainda não consegue perceber sobre a vida que leva, as circunstâncias, as possíveis causas, os mantenedores e a forma de pensar que o leva para o sofrimento. De forma indireta sem que o paciente perceba, neste caso utiliza-se para pacientes que desenvolvem mecanismos de defesa ou possui resistência à mudança, e que sem esta a psicoterapia não acontece. Pode ser feita através de uma história que elicie no paciente os pensamentos, sentimentos e ações necessárias à mudança. Também de forma implícita que pode ser percebida ou não, esta poderá ser um gesto, a entonação de voz em palavras específicas ou assuntos específicos. A intervenção poderá envolver o transe, relaxamento e fenômenos hipnóticos, que podem ser a hipermnésia, regressão de idade, sugestão pós-hipnótica, pseudo-orientação no futuro, progressão de idade, entre outros.
Possível Intervenção: O paciente comenta não haver mais perspectivas futuras, não consegue imaginar como será sua vida. Diz ter passado por muitas frustrações e que sente um sabor de morte. Ao mesmo tempo, diz que quando criança tinha muito prazer em jogar futebol, e na juventude gostava de pescar e praticar esportes radicais. Milton Erickson (pai da hipnose moderna) comentava que fica muito mais fácil provocar mudanças em nosso paciente quando conseguimos eliciar o que ele tem de bom. Não importa o pântano que o paciente trouxer que tenha sido a sua vida, o que nos importa é encontrar uma flor, uma árvore que frutificou ou frutifica, e que talvez não esteja sendo percebida pelo paciente. Cabe a nós psicoterapêutas identificarmos e fazermos com que nosso paciente também perceba. Partindo deste principio, poderia se fazer uma regressão de idade, que é pensar no passado enquanto presente, ou hipermnésia que é pensar no passado enquanto passado. O objetivo é levar o paciente a vivenciar ou lembrar-se desses fatos que lhe trouxeram prazer para que possa novamente sentir um sabor de vida, de bem estar, isso poderá provocar no paciente novas articulações mentais e conseqüentemente novas aprendizagens em relação a sua vida, acabando por muni-lo de ferramentas e conteúdos, fortalecendo-o e percebendo do quanto é capaz e que pode lidar de forma diferente com seu presente. Muitos conteúdos são propostos pelo hipnoterapeuta, assim como conclusões que o paciente pode chegar por ele mesmo, o que é bastante eficaz e saudável. Quando o mérito fica com o paciente, este valoriza mais essas novas articulações do pensamento permitindo-se mudar com mais facilidade e trazendo a solução. Depois dessa experiência, com o paciente ainda em transe, traz-se o mesmo de volta para o presente, fazendo-o perceber o agora, já com essas novas informações, isso poderá possibilitar uma rearticulação da realidade. Pode-se ainda continuar a indução e levar o paciente para o futuro por meio do fenômeno hipnótico da progressão de idade, que é pensar no futuro enquanto presente, ou pseudo-orientação no futuro, que é pensar no futuro enquanto futuro. O alcance destes fenômenos ou dos anteriores, um ou outro, dependem da intensidade de focalização do pensamento que o paciente conseguir, nas situações de passado ou futuro. Estando no “futuro”, mostrar as diferentes possibilidades que o paciente tem para desfrutar a vida, assim como permitir que por ele mesmo, possa vislumbrar e criar o futuro que deseja, como vai querer que seja sua vida quando se passarem 6 meses, 1 ou 2 anos, e o que terá que fazer para chegar a tal ponto. Desta forma, abre-se um espaço na mente para algo bom, positivo, algo que incite vida, sentido, prazer. Novamente traz-se o paciente ainda em transe de volta para o presente, permitindo que possa vê-lo com ainda mais recursos a realidade, e por ele mesmo buscar a mudança, a transformação.
Luto x Pânico
Sofremos porque nos apegamos, sofremos porque não conseguimos renunciar aquilo que não mais nos pertence, mesmo que não mais queiramos, algo nos prende e relutamos em abandonar, e é por isso que sofremos ainda mais no luto e por deveras torna-se mais trabalhoso sua elaboração. Tanto que evitamos, tanto que preferimos sacrificar nosso presente em prol de um futuro incerto: pode ser pior, mas também pode ser melhor, quem saberá. Tanto que por vezes preferimos a dor continuada ao prazer mesmo que efêmero e com possibilidade de tornar-se constante. Constantemente estamos em luto, pois não é apenas na morte de um ente querido que ficamos de luto, mas também uma separação conjugal, a perda de um namorado ou namorada, a perda de um animal de estimação, de um emprego, há luto quando somos rejeitados, menosprezados, quando nos frustramos de forma geral, quando fracassamos, enfim, o luto faz parte constante de nosso viver, não que o prazer esteja sempre ausente. A elaboração, seria a busca de alternativas para viver sem esse algo ou viver de outra forma, e a não elaboração acaba por trazer o gosto continuado dessa “morte”, trazendo à vida o gosto de morte. E talvez o pânico venha exatamente por essa ausência de sabor de vida, ausência de sentido, de prazer. Se o sabor de vida nos falta, por certo, há presença de pânico, da morte eminente e os sintomas que nos fazem pensar que realmente a morte nos ronda. A morte nos desnuda da fantasia e nos põe frente ao real, ou seja, que somos mortais, a elaboração do luto é a aceitação desse real, o entendimento de que apesar de tudo nós, continuamos vivos, e podemos voltar a saborear a vida em suas múltiplas possibilidades: usufruir, triunfar, amar.


Referências Bibliográficas
BAUER, S.M. F. Hipnoterapia ericksoniana passo a passo. Campinas, Livro Pleno, 2000.FERREIRA, M. V. C. Hipnose na prática clínica. São Paulo, Atheneu, 2003.GALVÃO, B. V. Reflexões sobre a formação do ser humano, hipnose e terapia – Hipnoterapia Educativa. São Paulo, Edição do Autor, 2003.MARINOFF, L. Mais Platão menos prozac. Rio de Janeiro, Editora Record, 2001.SILVA, M. A. D. Quem ama não adoece. São Paulo, Editora Best Seller, 2003.SPONVILLE, A. C. Bom dia, angústia! São Paulo, Martins Fontes, 1997.ZEIG, J. K. Seminários didáticos com Milton H. Erickson. Campinas, Editorial Psy, 1995.

"VAMOS DAR SENTIDO Á NOSSA VIDA"



Em Busca do Sentido da Vida

O sentido da vida é tão amplo quanto o próprio viver, e sem esse sentido a vida perde seu gosto, perde seu sabor, perde-se a vontade de viver, e abreviar a vida, torna-se uma constante. Não damos sentido à vida, mas sim o encontramos, isso, na medida em que o procuramos, e essa busca se faz presente quando há questionamentos, quando vamos em busca de resolver o que chamamos de dúvidas existenciais. Quem somos? Para que vivemos? Pelo o que vale a pena viver? Pelo o que vale a pena morrer? Cada Ser busca dentro de si uma resposta, um sentido. Vive-se, porque viver é um grande presente e não podemos dizer não à um presente. Vive-se, porque temos pais, esposas, filhos para prover. Vive-se, porque não cumprimos nossa missão. Vive-se porque é bom, é prazeroso; porque se é feliz; simplesmente vive-se... Morre-se pela liberdade, morre-se pela paixão, por amor, morre-se pelas crenças, de que há algo melhor depois da morte. “Mesmo o suicida busca a felicidade em seu derradeiro fim” expõe Sponville. Entretanto, busquemos aqui, razões para a vida, para viver.
Em diferentes momentos da vida, nos deparamos com limites, fronteiras que se impõe a nossa frente como gigantes. Por vezes enfrentamos, vamos além, por vezes paralisamos ou mesmo recuamos. É a vida nos proporcionando desafios, nos proporcionando motivos para nos surpreendermos conosco mesmos. Surpreende-se aquele que pára, por nunca ter parado; surpreende-se àquele que anda, por nunca ter andado. Surpreende-se aquele que vê, e sente-se capaz de fazer, o que antes não fazia. Surpreende-se aquele que cansado de recuar, enfrenta seu medo com coragem. A vida é uma grande roda, e ela não pára antes de chegar ao seu destino, em suas voltas, o Ser Humano se descobre e por vezes se cobra de querer algo mais: um sentido para esse rodar.
Valores que dão sentido à vida
Viktor Frankl, foi criador da Logoterapia, muito escreveu e falou sobre o sentido da vida. Frankl chegou a três categorias de valores, que podem estar possibilitando a descoberta de sentidos para a vida. São eles, os valores criadores, vivenciais e de atitude:
Criadores: Os valores criadores estão ligados ao trabalho, a ação, a produção de algo. Proporcionando ao indivíduo a possibilidade de sentir-se útil e ser preenchido por uma atividade que lhes traga prazer e satisfação para si próprio, e para os seus. Muitas vezes, as pessoas estão fora do mercado de trabalho e por isso sentem-se inúteis, perdem o sentido da vida. Idosos que não se prepararam para a aposentadoria sentem-se inúteis, não vêem gosto e sentido para a vida, chega a doença e a possibilidade da morte para um vivente já sem razões de viver. Há que se buscar razões, sentido para que a vida tenha uma continuidade. Para ter continuidade, é necessário ter motivos, estes que nos permitem usufruir o presente com prazer e termos esperança quando em sofrimento.
Vivenciais: Os valores vivenciais, são nossas experiências de vida, nossos momentos de plena satisfação, o alpinista que chega ao cume do monte, o universitário que chega à formatura, o viajante que chega em seu destino, a criança que ganha o presente tão esperado, o pintor que termina sua obra de arte, o camponês que colhe sua plantação, ou seja, aquele momento em que podemos dizer a nós mesmos: “que bom que estou vivo para presenciar esse momento!” Nesse instante, a vida nos parece cheia de sentido, rimos à toa pela vitória alcançada. É premente salientar, que o mais importante é o modo como vivemos a nossa vida, e como preenchemos o lugar onde estamos inseridos e se esse lugar nos preenche. Não importa o tamanho da nossa atuação ou conquista, mas sim, se conseguimos desenvolver nossas atividades de modo coerente e prazeroso. Se conseguirmos obter pequenas vitórias, provavelmente estas, estarão rodeadas de grande sentido para a vida. Como o garimpeiro que fica feliz mesmo com poucas quantidades de ouro, todos poderíamos ser garimpeiros da vida, separando o ouro das impurezas, o que é bom do que nos faz mal, e guardarmos apenas o ouro, e com este fazermos as mais belas jóias, usufruindo ao máximo o que estas podem nos proporcionar, isto é, a própria felicidade.
Atitudes: Os valores de atitudes são as posturas que temos perante a vida: ativa ou passiva. Frente a um diagnóstico de câncer, por exemplo, podemos ter uma atitude passiva e desistirmos da vida, achar que ela realmente chegou ao fim, e que não há mais nada a se fazer, ou seja, a aceitação de uma morte por antecedência, uma desistência da vida antes de seu fim. Não há dúvidas de que desta forma, a vida realmente possa perder o sentido, e com isso seja abreviada. Talvez, nem tanto pelo câncer, mas sim pela postura frente a ele, a atribuição de um poder que é seu e a partir dai passa a ser da doença, juntamente com o veredicto de morte, apesar de tanto o júri quanto o juiz ser você mesmo. É como se a doença encontra-se um aliado, caminhando juntos para a auto-destruição. Isso não só com o câncer, também no caso de uma depressão, baixa auto-estima, desemprego, pânico, que podem trazer uma falta de sentido à vida. Ao contrário, aquele que possui uma postura ativa frente à vida, mesmo com um diagnóstico como os citados, encontrará um sentido para continuar vivendo e lutará pela sua saúde. Assim, poderíamos dizer que as pessoas com postura passiva, acabam por ir em direção à morte, enquanto as de postura ativa vão de encontro à vida.
A missão nossa de cada dia
Se pensarmos na vida como uma missão, temos sempre que levarmos em conta que esta missão é específica e única para cada situação e indivíduo. Segundo Frankl, “a missão não muda apenas de homem para homem, em consonância com o caráter único de cada pessoa. Muda também de hora a hora, em decorrência do caráter irrepetível de cada situação”. A missão pode ser uma viagem com um destino certo; com coordenadas de início, meio e fim. No caminho, estamos sujeitos à diferentes variáveis. Exemplificando, poderíamos comparar o homem a um aviador, o avião à vida, e a missão o aeroporto. Por vezes,o avião (a vida) é pilotado pelo aviador (o homem), por outras, o aviador não tem controle e precisa ser conduzido por radares até seu destino. Há que confiar na vida, em nós mesmos e no outro. Chegando no aeroporto, a missão foi realizada, e independente do que aconteceu pelo caminho, o homem estava lá e fez parte do processo. Conduziu e foi conduzido, uma dança entre o homem, a vida e as circunstâncias.
É preciso concentrar-se o mais possível na vida, no viver, o fim é único como já sabemos, porém os caminhos são distintos e podem ser escolhidos no decorrer da vida, escolhidos a todo o instante. Alguns caminhos não têm volta, isso quando a oportunidade de escolher já passou, quando o que queremos não mais existe ou está no passado, ou quando escolhe-se morrer. Entretanto, muitos caminhos podem ser mudados, precisamos de aceitação para compreender e ressignificar o velho e coragem para buscar o novo. A todo o momento, a vida nos coloca uma missão para ser realizada. Acordar de manhã e abrir os olhos para um novo dia, eis uma grande missão a ser cumprida. A vida é feita de pequenas missões diárias, todas elas carregadas de sentido, e trazem embutidas em si, a possibilidade de dor ou prazer, de tristeza ou alegria, de fracasso ou sucesso. A oportunidade de aprender com a experiência ou de se lamentar. A soma dessas pequenas missões, determinará a grande missão em nossa vida: ser feliz.
A felicidade não é um fim a ser alcançado, a felicidade é uma constante a ser vivida e para isto basta ter razões. Cada missão realizada, independente do seu resultado, poderá resultar em felicidade, depende como cada indivíduo encara o fato. Por exemplo, duas pessoas são demitidas da empresa. Um poderá encarar o fato como um fracasso, se desesperando com o acontecido, ficando muito decepcionado e triste. O outro, acaba por sentir-se feliz porque percebe o quanto aprendeu na empresa, e como esta foi importante em sua vida, além de voltar-se para o futuro, vendo a possibilidade de diferentes portas se abrindo. Para o “fracassado”, o fato passou sem sentido, já para o aprendiz, a vida sempre oferece uma nova possibilidade, um novo sentido.
Não quero dizer que não podemos ficar tristes, frente a fatos extremos e que nos causam dor como as perdas. É preciso sim, vivenciar também a dor, pois mesmo nessas situações é possível aprender, e isso poderá nos trazer uma ponta de felicidade. Essa é uma pergunta que podemos nos fazer sempre: “o que eu aprendi ou estou aprendendo frente a este fato que neste momento me causa dor?”. Assim, nenhum fato passará em branco, todos estarão carregados de sentido, a vida estará carregada de sentido, as missões diárias terão sentido, o indivíduo terá motivos para continuar vivendo e assim aprendendo a viver ainda melhor.
Facilmente podemos encontrar no consultório, pacientes que digam: “minha vida não tem sentido, não vale a pena viver!”. É como se sua vida realmente nunca tivesse tido razões de ser. Indivíduos que não vêem sentido na vida, porque tiveram ou têm uma vida miserável, pais violentos, rígidos, repressores, alcoólatras, separados, desprovidos de afeto, distantes, pais que rejeitaram, que foram ignorantes, enfim, a lista se estende. Com isso, crescem e vivem desprovidos de uma vida com prazer. A dor e o sofrimento psíquico os acompanham lado a lado, a felicidade parece algo tão distante que já não é mais buscada. Para as pessoas que viveram em campos de concentração na segunda guerra mundial, talvez fique mais difícil perceber que a vida ainda tinha algum sentido, por isso paravam de buscar. Para as crianças que nasceram e cresceram em meio à guerra ou após a bomba de Hiroshima e Nagasaki; ou nos arredores da usina nuclear de Chernobyl, para esses indivíduos não é tão fácil encontrar um sentido na vida, uma missão. Todavia, muitos encontram, e mesmo em meio a essas condições sub-humanas, possuem esperanças e procuram extrair ao máximo o “mínimo” que a vida lhes oferece.
Digo que a primeira missão de um homem sem missão, é encontra-la. É descobrir o que ainda há por ser feito, que poderá lhe mostrar o quanto vale a pena viver. A exigência diária está repleta de sentidos, de missões a serem alcançadas. O presente é o maior presente que a vida pode nos dar. O segundo em que você se encontra, este poderá fazer toda a diferença. Não importa o quão decadente possa ter sido o passado, o “destino” pode ser mudado a todo o instante, a cada segundo. A vida está sempre nos oferecendo novas oportunidades, é preciso estarmos atentos, pois a vida também espera algo de nós, é preciso retribuir. A chuva que caiu hoje não mais voltará a cair, a próxima já será outra, nem tão pouco sabemos quando cairá novamente. É preciso estar de braços abertos para recebe-la. É preciso estar com o terreno pronto e a semente para ser plantada. É preciso estar preparado para as oportunidades. É preciso estar preparado para cada missão.
Eutanásia, Suicídio, Suicídio Postergado e Morte
A vida não é senão permeada por dor e prazer, felicidade e sofrimento, esperança e desespero, e o sentido pode ser encontrado em cada uma dessas situações. A roda da vida não pára, nossa busca é por estar o maior tempo possível de posse do prazer, e o mínimo com dor, mas jamais tentar eliminar um ou outro, isso seria o não viver. Não precisamos morrer para saber o quão boa era a vida, por vezes, porém, é bom experimentar a dor, para depois valorizar e se deliciar com o prazer.
A morte nos destrói sem nos atingir, dizia Sponville, pois na presença dela já não mais existimos. O que nos atinge é a falta do bem viver, a falta do sentido. Assim não morremos aos pouco e naturalmente, porque somos mortais; morremos aos poucos, porque em vida, a vida nos falta. Se a eutanásia, assim como o suicídio são condenados, independente de como essa vida é vivida, no suicídio postergado, como o câncer, ou outras doenças de cunho psicológico, o morrer é bem aceito. Estes não deixam de ser suicídios disfarçados, matam aos poucos, porém aceitos socialmente. O suicídio postergado, não deixa de ser uma morte antecipada, motivado pelo desgosto à vida, pela falta de sentido. Não precisa ser uma doença “mortal”, ou seja, que “não tem cura”, pode ser o stress, depressão, pânico ou solidão, que não é uma doença, mas serve de caminho. Para estes que experimentam constantemente o sabor da morte, urge a necessidade de sentido, um sentido para suas vidas. E a qualquer momento é o momento de começar a busca.
Sobre o suicídio, dizia Sponville, “que dizer quando nada mais há para dizer? E a quem, quando já não há ninguém para ouvi-lo? “ Pois quando há o suicídio, já não há mais o Ser, e sim a morte, uma morte voluntária, por escolha, uma abreviação da vida. Será o suicídio um ato de liberdade? Talvez sim. Porém, não é a morte que o indivíduo escolheu, já que esta era certa, escolheu sim viver menos. Mas, que glória há nessa liberdade? Provar a si e ao mundo que pode mais que a natureza, que pode mais que Deus? Todavia, as pessoas são movidas pelos porquês. E que motivos fortes teriam aqueles que escolhem abreviar a vida. Para suicidar-se dizia Frankl, o individuo deveria fazer um balanço de como foi a sua vida até então. Será que esse balanço é tão negativo a ponto da vida perder o valor? Também é verdadeiro o que expõe Sponville, “no suicídio não é a vida que a pessoa recusa; é o sofrimento; é a velhice, é a doença, é o isolamento... Não é a felicidade que ela despreza; é da infelicidade que foge”. Em contrapartida, o mundo está repleto de fontes de prazer, como poderia o suicida em potencial fazer com que todas essas fontes se exaurissem? E delas não usufruir nada. Como poderia não experimentar o prazer, por mais simples, por mais fugas que pudesse ser, e com a experiência perceber que a vida, além de tudo, vale a pena.
A eutanásia é a morte assistida e consentida. Será que o médico poderia se opor à vontade do moribundo que vê seu sofrimento chegar a extremos, e por conseguinte querer abreviar a vida? Será que o paciente está em sã consciência para escolher? Não seria o médico o defensor da vida e com o dever de usar todos os artifícios disponíveis para que a vida possa continuar, ajudando o paciente a perceber que ele ainda pode lutar pela vida? A morte pode ser o remédio para todos os males, mas seu efeito colateral é a ausência da vida, conquanto, a vida é tudo; a morte é nada. É claro que para situações extremas, dizia Erickson, medidas extremas. Mas que seja uma justa medida. Será justo trocar uma angústia, um sofrimento por mais extremo que seja, pelo nada? Abraçar a morte ou amar a vida com tudo o que dela faz parte. Cada um poderá exercer sua liberdade e fazer suas escolhas, depois disso, nada sobra senão o silêncio da morte ou o possível regozijo da vida.
Sentido interno e sentido externo
Na terapia, o paciente confessa que sua vida não tem e nunca teve sentido, e que só continua vivo porque tem um filho e uma esposa para cuidar. Outro, diz que sua vida também não tem sentido, mas que continua vivo porque seu pai morreu e precisa cuidar da mãe. Outra paciente, diz que tentou suicídio por não ver mais sentido na vida, pois perdeu o namorado que tanto amava. Exemplos como estes são comuns no consultório. Todos seguem a mesma toada. “Minha felicidade depende do outro; o sentido da minha vida é o outro”, ou seja, o sentido da sua vida está apenas na vida do outro. Não que o outro deva perder todo o sentido, o problema é quando não há nenhum sentido interno, nenhum sentido próprio de vida.
Na maioria das vezes as pessoas vivem de forma autômatas, e não percebem o emaranhado em que estão envolvidas, não tem consciência. Aquelas que buscam ajuda, foi porque perceberam que algo estava errado, que algo precisaria ser mudado. Isso, porque não vê mais gosto pela vida, perdeu o sabor, perdeu o prazer. Faz tudo pelo outro, nada para si mesmo. Percebe que esteve “fora do ar”, esqueceu-se de si mesmo, para passar o tempo lembrando-se do outro. Faz-se necessário colorir a própria vida, e essas cores devem partir de dentro para fora. Há que se ter motivos, que venham de encontro com as suas vontades, seus desejos e sonhos. Muitas vezes é necessário fazer uma reconstrução interior, tamanha a quantidade de destroços que ficaram em sua vida interna, tamanha dificuldade de sentir, se relacionar e amar.
Por outro lado, há aqueles que só conseguem perceber a si mesmos, são extremamente individualistas, até perceberem que não são uma ilha e que vivem em sociedade, ai entram em crise. Descobrem que não se bastam a si mesmos, e que também precisam do outro para viverem melhor. Deve-se, portanto, buscar o equilíbrio entre o sentido interno e o externo, para que haja uma harmonia entre o ser e o mundo que o rodeia.
O amor e o sentido da vida
Nosso desenvolvimento psíquico desde o início da vida, será tão mais saudável, quanto mais tivermos sido educados num ambiente provido de afeto; de amor. No decorrer do tempo, o esperado é que esse sentimento vá ocupando um espaço cada vez maior em nossa vida. Não poderíamos falar do sentido da vida, sem falar do amor, este, que por muitos momentos, carrega nossa existência de sentido. Para Platão, “o amor é o desejo de possuir o que é bom, o que é belo”. De posse do bom e do belo, nos satisfazemos, e a vida acaba por ter um gosto adocicado.
O amor talvez seja a gênese de tudo aquilo que vivenciamos, direta ou indiretamente. Ter amor por aquilo que se faz, amor pelas pessoas ao redor, amor por aquilo que cultivamos internamente, amor à nós mesmos; auto-estima. Tão maior será nossa auto-estima, quão maior for a quantidade de conteúdos reconhecidamente amados em nós mesmos. Com isso, digo que é importante amar o amor, este que permeia toda a nossa existência, e a vida jamais deixará de ter sentido, para aquele que ama viver.
O encontro com o sentido
O sentido da vida, são os motivos que nos levam a crer que vale a pena viver. São os porquês nós pensamos, sentimos e fazemos, que trazem os significados do viver. Cada experiências saboreada, eis porque a vida vale a pena; eis porque a vida tem sentido. Não é o que, nem o como fazemos o que fazemos que determinará o sentido; é o porque. Já dizia Nietzsche, “quem tem porque viver agüenta quase todo o como”. Ou seja, o porque é o mais importante. Você pode estar em um trabalho que não gosta, mas precisa do emprego para sustentar a casa, o filho, a esposa; eis o porquê, e por isso enfrenta o como; por isso, o trabalho tem um sentido.
Para Frankl, “embora se trate de um só momento, pela grandeza desse momento já se pode medir a grandeza de uma vida... e um simples momento pode dar sentido, retrospectivamente, à vida inteira”. A terapia ou mesmo a auto-análise, deve ser realizada no presente e voltada para o futuro, confrontar o paciente com o sentido de sua vida e o reorientar para o mesmo, concentrar-se no sentido da existência humana, bem como na busca por este sentido. Muitas vezes, as pessoas podem ter com que viver, mas não tem o porque viver. Resumindo, há três possíveis caminhos que podem ser importantes para se chegar ao sentido da vida: 1) Criar um trabalho para ser feito, uma ação, uma missão; 2) Experimentar algo ou encontrar alguém para amar; e 3) Erguer-se acima de si mesmo, e transformar a tragédia pessoal em triunfo. A busca do sentido é a maior força motivadora no ser humano. O encontro com este sentido, a maior das recompensas.


Referências Bibliográficas
FRANKL, V. E. Em busca de sentido. São Paulo, Editora Vozes, 1991.___________. Psicoterapia e sentido da vida. São Paulo, Editora Quadrante, 1989.PLATÃO. Apologia de Sócrates – O banquete. São Paulo, Martins Claret, 2000.SPONVILLE, A. C. Bom dia, angústia! São Paulo, Martins Fontes, 1997.A

"FRACASSO E O SUCESSO"


Do Fracasso ao Sucesso Profissional

O que você vai ser quando crescer? Desde muito cedo, nossos pais e a sociedade nos colocam de frente com a responsabilidade de ser “alguém na vida”. A cobrança é para que comecemos a pensar e escolher qual será nossa profissão no futuro. Crescemos com uma responsabilidade que é passada de geração em geração, e desde muito cedo, nossos pensamentos são povoados por esta escolha. O reconhecimento e o sucesso profissional são almejados por todos aqueles, que de alguma forma usam sua capacidade para criar e gerar desenvolvimento, em qualquer área de atuação e isso é cultural.
Em muitos casos, continuamos querendo o que queríamos, mas na maioria das vezes, novos caminhos se apresentam e optamos por outras escolhas. Poucos são aqueles que tornam-se “astronautas”. Seguir a profissão dos pais, profissões do futuro ou profissões que garantirão com mais facilidade um alto retorno financeiro. A escolha nem sempre é baseada no prazer que se obterá exercendo tal função. E isso pode ser um grande colaborador para o fracasso profissional, senão este, o fracasso enquanto ser humano realizado. O que acaba influenciando e extrapolando para a vida pessoal.
É necessário pensar mais afundo na escolha da profissão, pois é provável que passe a maior parte da sua vida exercendo essa escolha. O trabalho deve dignificar o homem e não escraviza-lo, pois quando exercemos uma profissão da qual não gostamos, isso é uma forma de escravidão, um fazer a contra gosto. Esperar a aposentadoria para se fazer o que gosta, nem sempre é uma boa escolha, a sensação de ter perdido o tempo ou a vida pode ser arrebatadora, trazendo dor e sofrimento.Fracasso Profissional
Certamente qualquer indivíduo quando traça uma meta, começa um novo trabalho ou negócio, não espera fracassar. Todavia, às vezes acontece e isso faz parte, é natural, isso porque em nada, pode-se garantir cem por cento de sucesso. Ninguém é infalível, porém, sempre é possível recomeçar de um novo jeito, aprender com o que passou e aumentar as chances de sucesso no próximo intento.Nossas primeiras aprendizagens são tentativas entre erros e acertos, fracassos e sucessos, e isso é considerado normal, pelo fato de estarmos no início de tudo, onde o mundo é um total desconhecido. Com o passar dos anos, vamos sendo cobrados cada vez mais e já não se pode errar, como se a vida nunca oferecesse novidades, fosse sempre uma repetição constante sem dinamismo. Cada situação ou problema requer uma nova solução, temos sim mais experiência, mas, mesmo assim estamos sujeitos ao fracasso, pois as variáveis são infinitas e nem todas dependem de você. Ocorrido o fracasso, além da cobrança do outro vem a autocobrança, podendo ser acometido pela depressão e um enfraquecimento geral, não conseguindo reagir a tempo de dar a volta e se recuperar num patamar já acima. As chances de erro e acerto são as mesmas, aumentando ou diminuindo dependendo de como este indivíduo lida com o que acabou de acontecer.Frustrações
Somos moldados para vencer, para ser o primeiro da classe, no futebol, no judô, na natação ou qualquer outra atividade de competição. Além desta, a competição “caseira”, onde você precisa competir com seus irmãos, seus primos, ser tão bom quanto o pai, o tio, o fulano e o cicrano. Com esta educação, vai ficando cada vez mais difícil lidar com a frustração. Não aprendemos ser melhores independente do outro, a dar o melhor de si, dar nosso máximo para superarmos a nós mesmo; precisamos superar o outro, e isso nem sempre é possível, porque cada ser é único, tendo suas limitações e superações. Assim, somos derrotados e nos sentimos fracassados. E para agravar, a falha ou derrota é motivo de castigos, vindo dos pais, professores ou chefes. Ninguém gosta de perder, errar ou fracassar. Também ninguém estabelece um objetivo para fracassar, a questão é que as vezes acontece, e precisamos aprender a lidar com isso. Caso contrário sofremos e não tiramos nenhuma lição positiva. Toda experiência é uma oportunidade de aprender a ser e fazer melhor.
“Puxaram seu tapete”O que fazer quando alguém puxa o seu tapete? Todos estamos sujeitos a esse tipo de golpe na carreira profissional. Isso porque o mundo corporativo nem sempre é um mar de rosas e acolhedor. Prevalece a lei do mais forte, do mais influente, do mais astuto, do mais esperto. Quando você se torna a vitima, e é excluído do quadro de funcionários, é o momento de mudar seus conceitos, mudar suas estratégias e partir para um novo começo. Sempre é possível dar a volta por cima no melhor dos estilos. Uma nova empresa, um novo chefe, novos colegas ou mesmo o início de um negócio próprio. É importante carregar toda a experiência da empresa anterior, aprender com os erros e pontos negativos, porém, o que realmente deve permanecer são os aspectos positivos.Transportar experiências é valido, entretanto, é importante avaliar cada situação, cada ambiente, para não correr o risco de agir da mesma forma para situações diferentes e vice-versa. As relações no trabalho são um jogo, é sempre possível confiar nas pessoas com certa cautela, é preciso estudar o ambiente para que aos poucos possa se mostrar, ganhar espaço e confiança dos pares gradativamente. Buscar o equilíbrio no trabalho, em si mesmo e nas relações humanas, se faz necessário para permanecer no trabalho e conquistar o sucesso desejado. A percepção deve estar sempre aguçada, sabendo onde se está pisando, não ficando para trás, ou indo longe demais antes do tempo necessário para o amadurecimento. O crescimento precisa ser sustentado, precisa ter base.
As pessoas estão em suas zonas de conforto, estão acostumadas àquela rotina. A chegada de um novo colega pode mexer com os padrões diários, e isso pode causar estranhamentos e desentendimentos no setor. Isso pode eliciar comentários preconceituosos sobre o novo funcionário, assim como, não ser bem visto frente aos novos colegas. Quando se quer produzir uma mudança na disposição dos móveis de uma casa, antes é preciso se enquadrar àquela realidade, conhece-la e criar empatia com os “moradores”. Após ganhar a confiança, espaço e criar rapport, é possível começar a sugerir algumas mudanças. Não sugira um prato novo, antes de provar o “prato da casa”.Lidando com a mudança
A mudança pode ser vista como um risco ou como uma oportunidade. É possível estar preparado para a mudança e fazer os ventos soprarem a seu favor. É preciso arregaçar as mangas e começar a trabalhar, porque as oportunidades podem estar à sua frente, basta olhar com mais atenção. Se caso ainda não estiver vendo, mude sua forma de perceber, amplie seu campo de visão, procure ver mais longe, por outros ângulos. O óbvio as vezes é o que menos se vê, as soluções podem ser mais simples do que você imagina, e estar onde menos se espera. Seja ousado, vá além, você poderá surpreender-se consigo mesmo.O processo de mudança pode ser uma promoção. Tornar-se líder. Para muitos é um sonho, para outros um pesadelo. De repente você se depara com a notícia: “você será o novo chefe do setor”. Isso pode implicar em inúmeros questionamentos internos. Será que sou capaz, será que serei um bom chefe. Como meus colegas me verão a partir de agora? Dependendo da assimilação e da interação interna, o indivíduo pode não conseguir lidar com a situação, aceitando ou não o cargo. Também é possível que como funcionário, o fulano seja extraordinário, porém como chefe deixe a desejar e não consiga desempenhar a função, o que pode acarretar em demissão. Liderar pessoa não é tarefa fácil, é preciso saber relacionar-se e comunicar-se com o outro, além de ter o conhecimento. O líder deve ser um facilitador e estar junto com seu grupo. Em muitos casos há um distanciamento. Enquanto o grupo está na base da pirâmide, o líder está no topo, solitário e sem comunicação, não consegue descer e fazer com que toda a equipe cresça junto. Portanto, o aparente sucesso pode tornar-se um fracasso se não soubermos administrar esse sucesso
e o lugar que ele nos colocou.Vitória na derrotaCair é um forte indício de que houve um movimento, um caminhar. Só não caiu quem nunca aprendeu a caminhar, e quando estamos na caminhada, cair faz parte, tanto quanto se levantar. Se cair faz parte da caminhada, levantar faz parte da chegada. Só chega quem teve a força interior para suportar a queda e seguir sem desistir até o fim. Precisamos aprender a cair, isso faz com que nossa queda seja menos “dolorosa” e a recuperação mais rápida. Aprendemos a cair na medida em que nos abrimos, e estamos disponíveis a aprender com a própria queda. Quando começamos a perceber os buracos pelo caminho e já não vamos ao seu encontro, e sim os desviamos. Aprendemos a cair quando os próprios exemplos e de outros, servem de suporte para novas tentativas. Aprendemos quando ao receber um não, pensamos que desta forma estamos mais próximos do sim. O sim e o não estão misturados em um grande funil, e a cada instante cai uma das bolas. Se não foi desta, a próxima poderá ser a que você esperava.
Todos estamos sujeitos ao não, como uma demissão, por exemplo. Do pior ao melhor funcionário da empresa. De uma hora para outra nos tornamos supérfluos. A empresa não necessita mais de suas habilidades. Com a realidade global e da companhia, seus serviços não são mais necessários. Você foi um ótimo funcionário, mas infelizmente estamos enxugando o quadro. As possibilidades são inúmeras, das mais grotescas às mais polidas. Tudo para dizer que está demitido. Entretanto, é possível sair vitorioso de uma derrota? Talvez sim, dependerá de como o indivíduo verá a situação. Cada ponto de vista é a vista de um ponto. Cada um terá uma percepção diferente da mesma situação. Poderá ser uma visão pessimista ou otimista. Um verá o copo meio vazio, o outro meio cheio. Na hora da demissão, alguns profissionais conseguem fazer uma boa negociação, tanto financeira, quanto de boas recomendações para o novo emprego. Brigar não fará com que seja novamente aceito na empresa, e além de fechar esta porta, poderá fechar muitas outras. Diplomacia e polidez podem ser as chaves que abrirão muitas portas para sua carreira. Assim, o profissional poderá até sair com a sensação de frustração, mas continuará com a auto-estima elevada e motivado para novos desafios. A demissão pode ser vista como um passaporte, uma passagem, um estágio de aprimoramento para o novo que está por vir.Nada que diga respeito ao mundo corporativo deve trazer a sensação de estranheza, isso porque faz parte deste universo. Se fizermos parte deste mundo, estamos sujeitos, tanto às turbulências quanto aos momentos de serenidade. Quem desenvolve esta consciência, consegue fazer a travessia com maior facilidade e de forma mais rápida, pois sabe que é apenas uma passagem. Quem não assimila com naturalidade, perde a oportunidade de aprender, além de correr o risco de cair no esquecimento e saborear apenas o gosto amargo que a frustração pelo fracasso pode trazer, ficando estagnado e se lamentando sem dar a volta por cima. Fracassar é apenas um dos estágios para o sucesso, continue.O sucesso depende de você
O conhecimento está cada vez mais democratizado, todo mundo tem acesso a tudo. Depende de cada um garimpar o que acha mais importante e necessário para sua carreira. A faculdade faz parte dos primeiros degraus da escada, os próximos serão galgados dependendo da motivação e do emprenho de cada um, traçando estratégias e estabelecendo objetivos para serem alcançados no curto, no médio e no longo prazo. É preciso ir além. Depois que se chega ao sucesso, é necessário mantê-lo, e para isso o contínuo aprimoramento e crescimento individual é primordial. O enriquecimento interno com informações valiosas e o conhecimento intimo de si mesmo, fará toda a diferença no mundo corporativo. E você pode tanto trabalhar para uma hierarquia, ou criar a própria hierarquia, buscando sua independência financeira e a liberdade de implantar seus projetos. Para isso é necessário preparação, disciplina e acreditar em si mesmo.
A palavra desistir não deveria fazer parte do vocabulário de quem busca o sucesso e o reconhecimento profissional, a menos que realmente queira abrir mão disso. Tentar de novo é a ordem do dia, de cada dia. Muitos grandes nomes corporativos passaram por situações de fracasso, mas não desistiram, e é por isso que conseguiram destacar-se e chegar aonde chegaram. Sem dúvida o caminho até o topo é longo, todavia dependerá apenas de você para chegar lá. Você é quem decidira o que quer ver impresso em seu currículo: persistente ou desistente. Não desista antes de tentar de novo, o lenhador sabe que não foi a última machadada que derrubou a árvore, mas sim a soma de todas as outras. Porém, se não fosse a última não teria conseguido. Persista, a oportunidade pode estar na próxima porta.
Não se tem garantia de um sucesso no presente, quem o teve no passado. Por isso a necessidade de inovar e ir mais longe. Aprimorar e estar aberto para o que está por vir. A roda viva do mundo não para, porque você pararia? Ou se entra no carrossel ou se assiste o contínuo girar e o contínuo lamentar-se de tudo o que poderia ter feito e não fez. Pense e aja rápido, a não ser que estrategicamente se aguarde o tempo certo. Assim como alguns estão no passado, muitos podem estar no futuro, demasiadamente distante, para isso o equilíbrio, buscando outras possibilidades no presente.
Aquele que pensa ter todas as respostas, por certo não precisa mais aprender. É ai que está o engano. Parar de aprender é sinônimo de fracassar. Admitir a ignorância é o primeiro passo para a sabedoria ou o conhecimento, o que facilita o sucesso. É preciso reconhecer e se conscientizar do lugar em que você está. Não imaginar que está muito acima, nem muito abaixo do real. Sabendo onde se está, fica mais fácil saber de que ponto se deve partir para se chegar onde se quer. Assim, não subestimará sua capacidade, nem do outro ou o fracasso em questão. A percepção de que se está imune ou acima de qualquer fracasso já é um indicio de que provavelmente erros poderão acontecer, antecedendo fracassos.
O sucesso está alicerçado em pelo menos dois pilares, o profissional e o pessoal. Quando o indivíduo não consegue ter bem claro estes dois papéis e se liga em demasia a um deles, como por exemplo, a empresa, uma cegueira pode ser instaurada, e nada mais se vê além do profissional. Com isso, o pessoal fica claudicante perdendo o equilíbrio e as rédias da vida. O que pode resultar em efeitos colaterais como stress, síndrome do pânico, ataques cardíacos ou qualquer outro sintoma produzido no corpo ou na mente, como um aviso de que algo precisa ser mudado ou melhorado.
O sucesso é a conseqüência de um caminho que foi escolhido e seguido. Um contínuo de erros e acertos, um contínuo autoconhecer-se, com desenvolvimento técnico e psicológico visando alcançar os melhores resultados. É a disciplina diária que nos torna grandes profissionais, grandes homens. Dentro de cada um de nós existe um fracassado e um vitorioso, depende de cada um decidir o que vai ser, tanto no presente quanto no futuro.
Dra:Suzette D'amico.
Psicanalista Clinica.
Manager Coaching emotional.

Referências Bibliográficas
GOLEMAN, D. Inteligência Emocional. Rio de Janeiro, Editora Objetiva, 1996.O’CONNOR, J. SEYMOUR, J. Introdução à programação neurolinguística. São Paulo

"A Mágoa e Suas Implicações"

A complexidade que permeia as interações e relações humanas, abre brecha nas quais nascem diferentes desentendimentos. Isso, devido as precárias analises que são feitas dos discursos explícitos da comunicação direta. Quando ouvimos um relato, o que nos é repassado, dificilmente passa dos atos e conseqüências, as causas são desconhecidas, mesmo e principalmente por aquele que as verbaliza. Para quem ouve, não se pode fazer interpretações sem uma investigação mais aprofundada. As dinâmicas entre causa, ato e conseqüência, são bastante complexas e por isso a investigação é imprescindível antes de qualquer resposta ou atitude.
Quando temos uma queixa. Por exemplo: “fui despedido e estou mal”, esta é a queixa trazida e aparentemente o que lhe incomoda. Diante desta afirmação poderia se perguntar: Por que fostes despedido? “Porque briguei com meu chefe”, ele responderia. Esta poderia ser então a causa, ou mesmo outras perguntas poderiam ser feitas para investigar mais a fundo a briga com o chefe e o que ocasionou, podendo surgir outras causas. Outra pergunta que poderia ser feita é: o que aconteceu ou acontecerá agora? “Não gosto de ficar sem trabalhar, fico angustiado e deprimido”. Esta seria a conseqüência. Outra pergunta ainda poderia ser feita: diante disso, o que mais lhe incomoda: ter brigado com o chefe, ter perdido o emprego ou ficar sem trabalhar e deprimido?” É importante que não se julgue, mesmo que a resposta pareça óbvia, é preciso que a resposta venha do próprio “queixante”, para que o diagnóstico seja mais preciso.
Às vezes para uma conseqüência, teremos sempre a mesma causa. Por exemplo, a lei da gravidade como causa da caída de objetos que são lançados para o alto, este sendo o ato em si. O ato modifica, pode-se tanto jogar uma bola ou uma pedra, ambas conseqüentemente cairão. Outras vezes, para uma conseqüência podemos ter diversas causas, ou diferentes conseqüências para a mesma causa. Uma traição pode resultar em diferentes desfechos: fim o relacionamento, um entendimento, a compreensão do traído, uma briga, sentimento de ódio, raiva, ressentimento, mágoa e outros. Causa, ato e conseqüência, também podem tornarem-se um ciclo, e um ir gerando a outra, como evaporação, nuvem e chuva, uma vai provocando a outra até que o padrão seja quebrado.
A Teia da Mágoa
A mágoa se apresenta como um desgosto, um descontentamento, que pode ser por alguém ou pela própria vida. Uma amargura que no sentido da palavra, nos deixa um gosto amargo pelas relações passadas, uma grande paixão que se tornou reduto de ódio e por conseqüência, o corrosivo sentimento de mágoa. A mágoa nos deixa demasiados pesados para nos movimentar e demasiados lentos para pensarmos com lucidez, prudência e coerência. A mágoa nos enleia em suas teias como uma traiçoeira aranha, nos abocanhando repentina e plácida. Lentamente ela nos devora, jogando seu néctar que nos corrói por dentro e nos trazendo dor e sofrimento.
Buscamos respostas e soluções para a mágoa e suas diferentes implicações, assim como a absolvição, para que a mágoa seja entendida. Claro é, que esta é uma discussão complexa, ampla e difícil. Um tema que evidentemente não será esgotado, pois a mágoa é como um rio que escore como o sangue em nossas veias, impregnada como um sentimento corrente no ser humano. A mágoa é uma forma de pensar e sentir, que causa muita dor e sofrimento. Muito mais em quem a sente, do que em seu alvo. Estar magoado é como tomar uma dose de veneno, esperando que o outro morra. Um desgosto que normalmente vem e toma o lugar de um sentimento virtuoso: o amor. Alguém que pelo lugar em que ocupa deveria ser amado, de repente, por atos talvez impensados, ou que seja premeditados, escolhidos, ou imprevisíveis, é julgado às vezes sem muita lucidez tornando-se então, reduto de mágoas. Neste caso, o mais importante não foi a intenção do outro, mas a própria reação. O outro acaba por se tornar um ser humano deplorável, imprudente e desumano. Uma amargura que contagia sentimentos e acaba deixando o gosto amargo no dia a dia, az vezes chegando a perder a graça ou o próprio sentido da vida. Perdem-se uns dos outros e não querem mais se encontrar, preferindo a solidão em detrimento do perdão e da companhia. Chegando em muitos casos a arrastar essa mágoa por toda a vida.
“Meu pai era alcoólatra e quando eu era criança me batia, depois que cresci saí de casa e nunca mais voltei, não perdôo meu pai, se quer o reconheço como tal”. Um depoimento como este pode guardar muita mágoa. A dor talvez não consiste no fato de não ter tido um pai “normal”, que dê carinho, afeto e amor a seu filho. Mas sim, na incapacidade de perdoar e a intolerância cunhada e julgada num comportamento paternal não muito sadio. De forma alguma neste texto cabe a generalização. Mas é importante saber que as pessoas dentro das suas possibilidades, procuram fazem o melhor que podem. Se não fazem ou fizeram diferente, é porque talvez não sabiam. Quem sabe este tenha sido o modelo de educação que tiveram, foi a forma que aprenderam a viver e educar, por isso, repassam achando ser a melhor ou mesmo a única forma de viver a vida e ensinar alguém a vivê-la. Não estamos defendendo pais agressivos ou alcoólatras, mas sim, tentar entender o porque de agirem de tal maneira, ou seja, as causas.
Talvez alguém chegue falando, “meu pai é violento com minha mãe, espancou a mim e minha irmã até a adolescência. Hoje minha irmã está casada com um homem que a violenta, é agressivo com ela. Eu estou namorando um cara que usa drogas e é violento também”. Bem ou mal, bom ou ruim, nossos primeiros e principais modelos de homem e mulher são nossos pais. Se tivermos poucos contatos sociais, o que aprendermos em casa, isso se torna “normal”, e é desta forma que viveremos, acharemos que realmente é assim que funciona. Neste caso, os homens realmente são violentos, todos são assim e sou atraída por eles, poderia pensar. Todavia, um belo dia descobre-se que os homens podem ser diferentes. Como ficam os sentimentos pelos pais destes indivíduos? Esta é uma das formas da mágoa nascer trazendo conseqüentemente suas implicações.
Complexidade Humana
Ao falarmos de ser humano, é impossível usar scripts, impossível ter “pacotes” pré-preparados. O mais certo é o incerto. A “armadura” que serve para um, dificilmente servirá para outro. Por isso, descartemos interpretações que tentam enquadrar o homem em moldes padronizados, e por isso, pouco lúcidas e aceitáveis. É necessário investigar as causas que regem os problemas e especialmente os problemas daquele indivíduo em particular. Fazendo por ele mesmo chegar à conclusão necessária, sem colocar palavras em sua boca, pensamento em sua mente ou sentimentos em seu corpo. Quando se conhecem as causas primeiras ou princípios pelos quais este indivíduo vive, fica mais claro seu entendimento, possibilitando decisões mais acertadas para aquele problema em si.
A questão que mais intriga e causa controvérsias, é depois de conhecidas as causas, como isso pode ou deve ser trabalhado para se chegar a uma resolução mais rápida, concreta e definitiva. Se pegarmos vários pensadores, veremos que cada um trilhará um caminho próprio. Depende de como cada um entende o ser humano, qual é seu método. Alguns irão ao passado onde tudo começou e de posse dessas informações trabalharão, outros buscarão explicações nas inter-relações do indivíduo. Aqueles que acreditam no inconsciente, talvez joguem a responsabilidade para ele. Outras ainda trabalharão no presente com orientação para o futuro, buscando a solução ou mudança. Diferentes são as formas, todas têm suas qualidades, imperfeições e limitações. Umas serão mais rápidas, outras mais lentas. Cada uma possui seus méritos. Talvez a mais assertiva será aquela que conseguir no menor espaço de tempo utilizar a realidade individual do paciente, causando o mínimo de dor e indiferença e o máximo de prazer na solução do problema.
Absolvição da Mágoa
Para que se possa eliminar a mágoa, é necessário absolver. E para absolver é necessário que se conheçam as causas pelas quais o outro fez o que fez. Na medida em que você entende e coloca-se no lugar do “acusado”, poderá tomar sua decisão, declarando-o inocente se inocente for. Perceber que talvez o outro seja inocente por ter agido com ignorância, ou simplesmente por ter feito o melhor que poderia, pois não tinha escolhas. Entretanto, você pode descobrir que o outro agiu de má fé. Tudo foi premeditado, ele tinha escolhas, ele poderia ter feito diferente, mas não o fez, neste caso, é mais complicada a absolvição. Porém, não aceitar o erro do outro, não significa que não possa perdoa-lo, você pode sim absolve-lo mesmo sabendo que o outro agiu de má fé. É possível buscar um entendimento para que isso não se repita mais. Se for alguém que não faz mais parte do seu convívio ou mesmo que já tenha falecido, podes perdoar sem uma comunicação direta, mas sim apenas consigo mesmo, neste caso, o seu perdão é o elixir da sua cura.
Somente pode ser absolvido quem de alguma forma cometeu um erro ou é culpado. Mas isso aos olhos de quem? Neste caso, do acusador em especial. O que é natural ou certo para alguns, pode não ser para outros. Assim, se você acha que alguém errou e depois descobre as causas que levaram a fazer tal ato e que talvez no lugar dele faria o mesmo, como fica? Na verdade, você não precisaria mais absolvê-lo, haja visto, ele não ter cometido nenhum “crime”. Ai pode nascer uma implicação da absolvição, que é a caça virar-se contra o caçador, e agora quem deve ser absolvido é o acusador, por ter sido precipitado em seus julgamentos, por não ter se utilizado da prudência.
Temos então o outro lado da absolvição, para que o absolvidor não sinta culpa em inocentar o suposto acusado quando este não tem culpa, é necessário fazer uma analise de si mesmo e perceber o que o levou a fazer tal ato, para que o círculo não continue e você sinta-se culpado por agir precipitadamente, continuando a sofrer. Da mesma forma que o outro, você também fez o melhor que pode dentro do que sabia e de suas possibilidades. Se não percebeu alguns detalhes e informações importantes durante o processo de acusação, talvez tenha sido porque nunca antes alguém lhe falou, que isso era necessário ser feito. Nunca antes você aprendeu que diferentes detalhes devem ser levados em consideração, antes de tomar decisões.
É importante ir além dos atos e conseqüências. É necessário perceber as causas. Em que momentos tais atitudes foram tomadas e porque foram tomadas. Que ambiente serviu de cenário. Que outras pessoas influenciaram em tais decisões. Que tipo de educação esta pessoa teve. Quais foram as possíveis motivações e crenças que levaram a tais atos. Quais eram as possibilidades de escolhas naquele momento e se tinha mais que uma. Que ferramentas possuía. Quais eram as limitações desta pessoa. Deve-se diminuir ao máximo o risco de erro, e de arrependimento futuro, que neste caso é protelar a mágoa, para que depois venha com ainda mais força.
Se faz necessário um raciocínio encima de evidências, para que não se corra o risco de perpetuar o erro do outro, com seu próprio aval e absolvição. Porém, isso também abre brechas para discussão. Por exemplo, um pai com seus setenta anos de idade. Durante toda a sua vida ele acreditou que o lugar da mulher era na cozinha, e apenas o homem deveria sair para trabalhar. Educou a filha segundo este princípio, ser dona de casa. Entretanto, esta nunca concordou com tal idéia, quando discordava era reprimida e foi tolhida em sua liberdade, tendo que agir dentro deste princípio. Chega um momento em que a filha sai de casa achando que deveria ter feito isso há muito tempo. Acabou por criar uma seria aversão ao seu pai e uma possível mágoa.
Ao fazer uma terapia, ler um livro ou de qualquer outra forma avaliou o seu passado para entender as ações do pai. Talvez perceba que ele tinha suas razões para agir de tal forma. Poderá inocentá-lo, mas isso não fará com que ele mude de idéia e nem por isso precisa obrigá-lo a mudar. São setenta anos pensando desta forma, e nesta idade, grandes mudanças podem trazer conseqüências como a perda do sentido da vida, ou mesmo a sensação de ter vivido de forma errada. Por isso, tudo é muito relativo e deve-se usar do bom senso. Deve ser muito bem avaliado, levando-se em consideração os diversos fatores que permeiam a relação. Os fatores que sustentarão a mágoa. Os fatores que regem o suposto causador da mágoa, e em que ambiente e cultura tudo isso acontece.
O maior objetivo é que sigamos um caminho que nos liberte deste sentimento que nos faz mal. A absolvição do outro será a nossa liberdade. A partir daí temos a possibilidade de recuperar o prazer em conviver com as diferentes pessoas. Nos sentindo mais leves em nossos pensamentos e sentimentos e no julgamento do outro que começa a ter novos critérios de interpretações, de tal forma que não nos enleie mais na teia da mágoa e nos cause sofrimento. A vida clama para se bem saboreada.
Prevenção da Mágoa
Poderíamos dizer que a mágoa é uma forma de suicídio. Viver amargurado, nostálgico pelo o que foi e não é mais. Pelo o que foi e deixou feridas profundas. Um suicídio postergado que vai matando aos poucos, nos envolve de tal forma que não conseguimos mais raciocinar de forma clara a respeito que quem nos magoou, além de gerar medo ou receio de ter novas experiências e relação. Impede um bem viver. Impede o sorriso abundante, que poderia trazer o gosto bom de viver. Impede a confiança no outro.
A mágoa é um sentimento aparentemente insignificante, porém deixa marcas gigantescas em nossa dinâmica interna. Não é uma doença, é apenas um sentimento gerado por formas específicas de pensar. Raciocinar de tal forma que o leve a crer, que aquilo que o outro fez está errado, que não deveria ter feito, que deveria ser mais sensível, pensar mais, que deveria saber o que estava fazendo, que deveria... Todavia, não foi o que aconteceu. O outro tomou atitudes que lhe mostraram uma realidade que desconhecia, inesperada. E o que fazer quando a realidade nua e crua, se apresenta em nossa porta e bate até que abramos? Não bata a porta em sua cara, receba-a como um amigo para uma conversa. Devemos extrair o máximo de proveito, o máximo de aprendizagens e pensares lúcidos, devemos nos tornar amigos, assim será mais fácil para lidar com a realidade.
Aceitar esse real não significa deixar-se ser dominado. Que o seu sentimento de raiva ou ódio tornem-se num rançoso sentimento de mágoa. Não. O outro apenas lhe mostrou uma realidade. Por sua vez agora, deve analisar o que está sendo mostrado e tirar suas próprias conclusões. Depois se faz necessário que mostres a sua escolha, frente ao que foi apresentado. Não se trata aqui de vingança, mas sim de limites. O outro vai até onde permitimos que vá. O outro entra em nossa vida pelas portas que abrimos, o outro faz conosco aquilo que permitimos que faça. Podes escolher trancar algumas portas, porque não! Podes distanciar-se, podes continuar com reservas. Podes voltar a confiar. Cada um pode fazer a própria escolha consciente, analisando as circunstâncias sem precisar alimentar em si, a mágoa.
Na medida em que nos relacionamos com as pessoas, vamos apreendendo e identificando o terreno de cada um. Percebendo onde podemos pisar ou não. Não é interessante magoar nem ser magoado. No momento em que existe um conhecimento mútuo, é importante que se crie um respeito mútuo, pautado no conhecimento que cada um tem do outro. Se houverem deslizes, deve-se fazer os questionamentos necessários à elucidação do fato. Deve-se se perguntar o que pode ser relevado, absolvido ou mesmo condenado.
Já que a mágoa é um sentimento gerado por uma forma específica de pensar em relação ao outro, para que ela não se forme, precisamos pensar diferente do modelo padrão causador da mágoa. Pensarmos de tal forma que possamos ter lucidez e entendimento com relação aos fatos. Assim, evitamos esse corrosivo sentimento, nos sentiremos mais leves, acabaremos por compreender mais o outro e a nós mesmos.

terça-feira, 21 de abril de 2009

orkut - Mensagens



Sekhmet é uma divindade antiga cuja personalidade é difícil de captar, porque ela pode ser a Vaca cósmica (Hathor) que dá à luz ao Sol e também a Leoa (Sekhmet) e a Gata (Bastet). Em Bastet, por exemplo, o que predomina é a doçura.-*-*-*-DEUSA DO SOL O Sol é o símbolo da manifestação de energia pura. Da luz solar depende o nosso metabolismo. O Sol é o centro de toda a existência e provedor de todo o tipo de vida.O astro que rege o ano de 2002 (21/03) é o Sol, assim sendo este é o ano dos deuses do Sol e entre eles encontramos Sekhmet, a nossa Senhora do Sol. Ela corresponde também ao ponto cardeal SUL e ao elemento FOGO. Ela representa tanto o fogo da paixão, como também o fogo da raiva da leoa-mãe que protege seus filhotes. Sekhmet é o fogo da vida que existe em cada um de nós.


"Você é da luz e a luz é de você. A luz está dentro de você e além de você." Cair nas graças de Sekhmet é compartilhar a universalidade da luz.Como Sekhmet, possuidora do "o olho de Ra", ela transformará a Terra e como Hator a governará.Sekhmet, Deusa Tríade de Mênfis era casada com Ptah, Deus das artes e dos ofícios, que deu forma ao mundo.Seu centro principal estava em Mênfis, mas sua adoração também foi documentada em Luxor, Karnak e sobre todo o Egito. Sobre sua cabeça de leoa se observa um disco solar.Quase 40 deusas são associadas com leoas. A cabeça de leoa é símbolo de força e poder de destruição de inimigos. É representada a maioria das vezes sentada em um trono, com o pé esquerdo à frente, sugerindo movimento.Sekhmet foi profundamente temida por seus inimigos. Os ventos escaldantes do deserto eram sua respiração e os egípcios acreditavam que sua aura impetuosa cercava seus corpos. A praga e a peste foi criação dela. Considerada como "Senhora da Vida", foi considerada a "Patrona dos Médicos e Ortopedistas".No período do ano em que os raios do Sol estão mais fracos, Sekhmet mostra seu lado mais generoso. Ela jamais deve ser tratada sem reverência, pois Sekhmet merece o nosso maior respeito e consideração. Segundo a lenda egípcia, ela tortura as pessoas malignas e desrespeitosas, mas é protetora dos fracos e desassistidos.Seus poderes abrangem proteção, banimento e destruição do negativo.


PEDIDO DE PROTEÇÃOPor vezes precisamos de uma proteção rápida, mas não temos oportunidade ou tempo para efetuar um ritual completo de banimento. Entretanto, se entoar esses cantos com suficiente convicção e emoção, atrairá imediatamente a atenção da Deusa Sekhmet e obterá assim o seu auxílio.Apanhe qualquer talismã que esteja usando e entoe suavemente:"Senhora do Leão, da Batalha e da Espada,Sehkmet, terrível Deusa, estabeleça proteção ao meu redor.Quebre as paredes que me confinam. Ajude-me a me livrarDos inimigos e obstáculos.Grande Senhora, Ajude-me!"Imagine Sekhmet, com sua cabeça de leoa, mostrando suas afiadas presas. Sinta-a de pé logo atrás de você, seus braços esticados para lhe proteger, suas unhas como presas prontas para rasgar seus inimigos."Leoa da destruição e vingança,Meus inimigos me circundam, buscando minha queda.Livra-me de sua influência. Conceda-me a liberdade.Ó poderosa e Terrível, amada de Ptah,Atenda a meu pedido por proteção".

domingo, 19 de abril de 2009


"PIORES FRASES QUE UM HOMEM PODE OUVIR NA CAMA"

Essa dica é das boas !
Qual mulher não deseja descobrir quais são as principais coisas que um homem odeia ouvir na hora datransa ? É possível que muitas não consigam seguir a risca, mas já é um bom começo saber onde estão errando.
Piores Frases para Falar na Hora da Transa
Já acabou?
Muitos homens sofrem de ejaculação precoce, principalmente na adolescência. Evite soltar um “Já acabou ?” , com voz de espanto, quem sabe da próxima vez não melhora.
Você broxou ? não acredito !Pior do que falar que já terminou é falar que o cara é broxa, nada mais decepcionante para qualquer homem. Tenha paciência, e procure não demonstrar sua insatisfação com ele. Mostra que da próxima vez tudo estará “firme” e será ótimo para ambos.
Cadê ? A camisinha sumiu ?
Uma frase bastante desagradável, tanto para quem fala, quanto para quem ouve. É quase certeza que o clima termine após soltar uma frase dessas.
Vai Carlão!!!
O problema é ouvir isso quando se Chama Marcos, Pedro, Rodrigo… Se concentre no homem e não troque o nome dele !
Essa será minha primeira vez
Evite avisar ao rapaz que está será sua primeira vez somente na hora do ato sexual. Muitos interrompem o ato por achar que é muita responsabilidade ser o primeiro.
Ai amor, to com dor de cabeça…
Essa é a frase já se tornou normal para mulheres que não querem transar. Invente uma desculpa mais criativa, ou abra o jogo com seu parceiro de uma forma mais clara e objetiva.
Quase cheguei lá…
Se quiser ver seu homem com cara de fracassado essa é a frase correta ! Se não for falar coisas agradáveis evite frases como estas, se quiser fingir orgasmos faça por sua conta e risco, mas lembre-se que mentindo não será bom para ambos.
E vocês homens, qual é a frase que você odeia ouvir na cama ? Faltou alguma, deixe seu comentário…

Dra:Susete D'amico.

quarta-feira, 15 de abril de 2009






"O Don Juan do novo milênio!!!!" identifique-o....
Ainda há sedução ou é somente Sexo.

Que mulher não teve um relacionamento que foi para ela inesquecível e que imprevisivelmente apareceu e desapareceu de sua vida como um passe de mágica?
Que mulher consegue manter-se indiferente diante de um homem encantador? Aquele que aparece nos momentos mais oportunos, quando a mulher está sensível, carente, vulnerável e fragilizada.
Aquele homem tão romântico, sedutor, atencioso, carinhoso, um perfeito "príncipe encantado" que toda mulher sonha montado em seu cavalo branco, exalando ferormônios masculinos que reagem quimicamente com os femininos, embriagam a mente, o corpo, ensurdecendo e emudecendo a mulher com as mais doces palavras.
Ele fala maravilhas, parece que realmente entende a essência de ser mulher, sabe o que ela gosta e anseia. Ela precisa se beliscar, para acreditar que isto esteja acontecendo.
Geralmente, esse príncipe encantado vira sapo, depois da conquista.
É o conhecido Don Juan, aquele personagem que virou uma lenda e aparece em grandes obras literárias. Desde o século XVI, ele vem sendo cultuado como um mito de grande sedução para o público feminino e despedaçador de corações. Ele é caracterizado como um homem romântico, apaixonado, galanteador, narcísico, irresistível, amado e odiado pelas mulheres.
Don Juan é um grande conquistador, utiliza-se de toda sua magia para seduzir a amada, quando consegue fazê-la apaixonar-se por ele, perde totalmente o interesse e a abandona, partindo para outras conquistas sem deixar rastros, ou tornando-se indiferente à sua vitima.
Existem diversas interpretações para compreender o comportamento de um Don Juan, mas nada tão contraditória quanto a visão de uma mulher apaixonada, que numa mistura confusa de pensamentos e sentimentos fortes o vê como um sedutor barato, cruel e mulherengo, ao mesmo tempo apaixonante, sentindo ela própria culpa pelo distanciamento de seu amante.
Na verdade, ele não está preocupado com os sentimentos dos outros, busca satisfazer seu próprio ego, para sentir maior segurança e elevar sua auto-estima. Tem imaturidade emocional, incapaz de assumir compromissos maduros por medo das responsabilidades do casamento, de casa e família.
Ele deve ser apaixonado por todas as mulheres ou não ser apaixonado por nenhuma, eis a questão.
Por mais antiga que seja a lenda do Don Juan, o comportamento e as características desse tipo de sedutor com este envolvimento afetivo parece-nos tão recente e familiar. Todos nós temos uma história de alguém muito próximo que tenha sido vitima de um príncipe que virou sapo, ou que sofra de Donjuanismo.
Uma nova forma de viver e relacionar-se vem sendo praticada por nossos jovens e adultos, tanto homens como mulheres, lembrando muito a mesma compulsão à sedução e à conquista dos mitos de Don Juan.
Atualmente, a falta de compromisso afetivo entre duas pessoas está resumida nas expressões ou gírias populares: "ficar" , "sair", "ser livre", "curtir", "transar". São relacionamentos imaturos, superficiais e rápidos que somente elevam a oportunidade de se colecionar um número cada vez maior de parceiros ou parceiras.
As mulheres também colecionam relacionamentos e se satisfazem com a conquista de homens comprometidos, para tornar sua tarefa de sedução um grande desafio.
Essa é a nova versão dos Don Juans e das Juanitas no novo milênio, um breve relacionamento sem considerar a possibilidade do amor, satisfação rápida sem lugar para compromissos, envolver nesta relação beijos, toques, sexo e a fama de serem os bons de cama.
Outro dia, um paciente me perguntou... como é ser bom de cama e qual a receita de Don Juan para enlouquecer sua parceira. Parece que alguns homens, independentemente da idade, estão pensando que conquistar uma mulher e fazer sexo é ter uma receita mágica muito boa e aplicá-la a qualquer uma para receber o titulo do melhor amante do mundo.
Na Internet e na mídia impressa encontramos várias destas receitas ensinando posições novas para o sexo, uso de técnicas como chupadas e lambidas pelo corpo da mulher, como se ela fosse um picolé a ser degustado. O Don Juan do século XVI não ousaria tanto, nem tinha como meta envolver-se sexualmente.
Parece que o que está faltando é a mesma habilidade de Don Juan para perceber que as mulheres são únicas, complexas e que o sexo também tem seu momento único. Não dá pra acreditar em fórmulas milagrosas e divulgá-las aos amigos. O que uma mulher gosta na sua intimidade, não pode ser generalizado para todas mulheres.
O que podemos notar é que apesar desses jovens dominarem muito bem a arte de conquistar e seduzir o sexo oposto, eles estão muito insatisfeitos, por um lado, estão compulsivamente buscando algo para assegura-lhes auto-confiança, poder e reconhecimento e, por outro lado, as mocinhas estão a espera de um príncipe encantado, o Don Juan.
Esses aspectos tão imaturos do comportamento de ambos interferem em outros aspectos da vida do jovem, como profissional, social e familiar gerando os transtornos de ansiedade e depressão.


Sai dessa!!! ame-se,e encontre alguem que te valorize,que perceba suas qualidades...lembre-se A VIDA TE TRATA COMO VOCÊ SE TRATA!!!!


Pense nisto....




E quando o relacionamento acaba????



Todos nós temos experiências com relacionamentos ao longo da vida, porém, muitas vezes, paira a dúvida se devemos continuar investindo ou se é chegado o momento de terminarmos e partimos para novas experiências.
Eu diria que precisamos ter claro o que estamos buscando quando nos aproximamos de outra pessoa, refletindo se entendemos o significado desta escolha, pois estar com o outro é estar consigo mesmo dividindo-se e construindo aspectos em comum que venham agregar bem estar e prazer nas nossas vidas.
Estar com outra pessoa deve nos dar motivação e realização, pois um relacionamento desgastado nos leva a ter um descaso e um cansaço que agride a nós mesmos e ao cônjuge, principalmente quando perdemos o foco na relação. É usual as pessoas começarem a valorizar outros interesses, os quais não incluem a parceria, esquecendo-se do quesito "tempo" que se faz necessário para manter viva a relação que se propuseram a construir.
O passar dos anos muitas vezes faz com que a relação fique empobrecida em seus atributos principais que são criatividade, admiração e respeito.
É saudável ter uma vida com interesses próprios, porém é muito gratificante amar e ser amado, viver o compartilhar de uma vida com alguém que nos faz construir um mundo reconfortante, prazeroso e bem humorado. Ahhhhh! O humor, este sim, é fundamental para uma relação, uma vez que se não rirmos mais juntos, se não vemos graça, se não sorrimos com a boca e com o olhar, aí sim, perdemos o rumo, perdemos o sentido de conviver e, como disse anteriormente, perdemos o foco.
Vou citar aqui uma fala do psiquiatra "Bachir Haidar Jorge", de quem tenho muito carinho, embora tenha nos deixado em novembro passado, mas está sempre presente em suas sábias palavras.

"Poucas pessoas percebem que a maior parte
Das coisas na vida só se consegue através
Da vivência persistente, com dedicação.
Este é o único jeito de incorporar
valores e aptidões.
Vivendo, insistindo, repetindo."

Bem, acredito na construção diária, persistente e consciente, porém, para que isto aconteça, precisamos de algo chamado maturidade.
A maturidade nos leva a compreensão da necessidade de ter "intimidade" para podermos compartilhar, senão se torna impossível fazê-lo.
A intimidade. Este é um capítulo a parte. Precisamos falar sobre este tema algum dia destes.


Por enquanto, pensemos a respeito.